5ª feira, 04 de junho de 2026
Entre as centenas de milongas surgidas nos anos 80, esteve a expressão ‘Mui amigo’, criada pelo humorista Jô Soares para designar a pessoa que, ao brindar o ‘amigo’ com elogios e discursos inflamados, revelava seus podres, segredos e trapaças, colocando-o em situações difíceis.
No meio popular, o termo ‘mui amigo’ podia ser definido uma espécie de paródia ao dito ‘quem tem um amigo como este, não precisa de inimigos’.
Pois bem.
Os últimos dias revelaram que o círculo das relações de Flávio Bolsonaro está repleto de ‘mui amigos’.
Em 25 de maio de 2026, por exemplo, em entrevista concedida à jornalista Andréia Sadi no programa Estúdio i, na GloboNews, depois de muito elogiar Flávio Bolsonaro, o presidente do PL Valdemar Costa Neto informou que ele [Flávio Bolsonaro] visitara o ‘banqueiro desonrado’ Daniel Vorcaro, então em prisão domiciliar, para ‘cobrar o restante do dinheiro por ele prometido para financiar o filme ‘Dark horse’, produzindo provas para incrimina-lo [incriminar Flávio Bolsonaro] por ‘recepção qualificada’. Mui amigo.
Em 02 de junho de 2026, poucos dias após receber visita de Flávio Bolsonaro e na sequência ter incluído grupos criminosos brasileiras no rol das organizações terroristas, junto com a distribuição de foto da audiência e de nota na qual a ele se refere [se refere a Flávio Bolsonaro] como ‘um rapaz esperto’, os Estados Unidos anunciaram um tarifaço de 20% sobre os produtos nacionais, levando-o a ganhar o apelido de TARIFLAVIO. Mui amigo.
Ontem, veio a tona que, reapresentando proposta de delação premiada, o ‘banqueiro desonrado’ Daniel Vorcaro comunicou à Polícia Federal e à Procuradoria Geral da República disposição de revelar detalhes dos acordos que fez com o ‘irmãozinho’ Flávio Bolsonaro, reforçando a tese do BOLSOMASTER. Mui amigo.
E, de ‘mui amigo’ em ‘mui amigo’, Flávio Bolsonaro mais se aproxima do abismo.
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