4ª feira, 14 de outubro de 2026
Finalmente, por onde anda o pangaré de Flávio Bolsonaro?
Vai chegar o dia do segundo turno das eleições presidenciais e nada acontece: nem o o filme DarkHorse chega aos cinemas, nem Flávio Bolsonaro presta contas da dinheirama recebida do ‘banqueiro desonrado’ Daniel Vorcaro, nem a Polícia Federal (PF) informa a respeito das investigações sobre as notórias irregularidades, inclusive lavagem de dinheiro, no ‘financiamento’ da película, nem o Supremo Tribunal Federal (STF) fala do já comprovado uso do filme para acobertar processo de chantagem do bilionário Daniel Vorcaro por Flávio Bolsonaro e, por fim, nada se fala da fortuna arrecadada por Mário Frias para produzir o filme.
É como se nada tivesse acontecido.
O pangaré de Flávio Bolsonaro é um mistério.
Para quem está esquecido, embora Flávio Bolsonaro tenha inicialmente negado, em 13 de maio de 2026, vazou a gravação na qual, usando o financiamento para produção do filme Dark Horse – um longa-metragem estadunidense estrelado por Jim Caviezel, dirigido por Cyrus Nowrasteh com roteiro assinado por Mark Nowrasteh sobre parte da vida do velho Jair Bolsonaro (o filme omite os crimes por ele cometidos) -, ele [Flávio Bolsonaro] chantageia o banqueiro-bilionário-prisioneiro Daniel Vorcaro, cobrando-lhe o resto dos US$ 24 milhões ainda não repassados (entre fevereiro e maio de 2025, Vorcaro repassou a Flávio US$ 10,6 milhões, aproximadamente R$ 61 milhões). Indicando impressionante nível de intimidade e cumplicidade entre os bandidos, depois de dizer que esperava o restante da propina, pois havia “muita conta para pagar”, Flávio Bolsonaro encerra a mensagem à Daniel Vorcaro com carinho, dizendo-lhe: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz”.
Apesar de todas as evidências e das frentes de investigação abertas no STF e na PF, graças a vigilância protetora dos ministros bolsonaristas André Mendonça (encarregado do caso Dark Horse no STF) e Kássio Nunes Marques (presidente do Tribunal Superior Eleitoral TSE), o mar de lama (na realidade, o mar é de outra coisa, mas, para evitar o odor e por uma questão de estilo, prefiro não usar a palavra mais apropriada) no qual chafurda o pangaré que vem sendo escondido dos brasileiros.
De qualquer forma, não há a menor possibilidade de o filme cuja produção teria sido a mais dispendiosa da historia do cinema brasileiro (somando a chantagem de Vorcaro, as emendas parlamentares da bancada bolsonarista e os repasses da prefeitura de São Paulo, a dinheirama beira os R$ 400 milhões) permanecer escondido pela eternidade.
O povo quer saber: por onde anda o pangaré do Flávio Bolsonaro?
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