5ª feira, 15 de outubro de 2026
Ontem, dia 14 de outubro de 2026, graças à luta da esquerda brasileira e, sobretudo, à liderança do presidente Lula, para tristeza da extrema-direita, o Senado aprovou definitivamente o fim da escravagista jornada 6×1, com a aprovação nos dois turnos regulamentares da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 221/2019 já aprovada pela Câmara dos Deputados.
A jornada 6×1 chegou ao fim apesar da resistência das elites brasileiras, que deixou sua posição clara no voto contrário solitariamente dado pelo general-senador Hamilton Mourão (vice-presidente de Jair Bolsonaro), e na abstenção dos senadores Sérgio Moro (Juiz-ladrão responsável pela renovação do golpe de 2016) e Rogério Marinho (coordenador-geral da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro).
No meio de todas a merecidas comemorações pelo gigantesco passo no aperfeiçoamento das relações trabalhistas no Brasil, chamou atenção a ausência do candidato presidencial da extrema-direita Flávio Bolsonaro, que, apesar de ter jurado apoio ao fim da jornada 6×1 na véspera, faltou a votação, preferindo participar de um comício mixuruca em Porto Alegre.
Neste caso, o comportamento errático de Flávio Bolsonaro (diz, desdiz e volta a dizer as coisas com enorme frequência) não se deve à sua índole notoriamente volúvel e, sim aos compromissos por ele assumidos com a CNI, CNA, FIESP e com FariaLima, segundo o qual, se eleito presidente da república (coisa que dificilmente acontecerá), tratará de aprovar uma PEC para reverter o fim da jornada 6×1 antes da sua plena entrada em vigor (o cronograma previsto na PEC 221/2019 estabelece que a redução para 40 horas semanais só entrará plenamente em vigor depois de 14 meses após a sua promulgação).
Se de um lado, indica o gigantesco tamanho dos obstáculos que se opõem ao avanço social no Brasil, este comportamento de Flávio Bolsonaro deixa mais claro o extremo perigo representado por sua eventual eleição para a presidência da república do País.
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