Em tempos de guerra são corriqueiros fenômenos como o assassinato da Verdade, a revelação de Traíras (também chamados de QuintaColunas ou, mesmo, simplesmente de ‘Traidores’) e o aparecimento de Heróis.
Quem está se candidatando para entrar nesta última categoria na guerra recém espocada entre Israel e Irã é o oligarca Elon Musk (um ser que, aparentemente sem outras preocupações, dedica a vida ao ‘manter-se na mídia’).
Imagine que, por estes dias, passou o olhar pelo Irã e – vendo que, como medida de segurança natural em tempos de guerra, o governo bloqueara o acesso das pessoas à Internet -, [Elon Musk] decidiu ativar o seu sistema de comunicação via satélite Starlink em Teerã, mantendo (por vontade própria) a ‘liberdade de expressão’ no Irã.
Como não poderia deixar de ser, a atitude do oligarca enfureceu os comandantes militares iranianos, que passaram a responsabiliza-lo [responsabilizar Elon Musk] pelo vazamento de informações estratégicas do sistema de defesa do país.
Aliás, do ponto de vista objetivo, ao colocar o Starlink em funcionamento no território iraniano, o oligarca tomou o partido de Israel e, nesta condição, assumiu a condição de ‘alvo legítimo’.
Vale dizer que desafiar decisão de Aiatolá é uma atitude perigosa, que o diga o romancista Salman Rushdie – que, depois de publicar o livro ‘Versos satânicos’, foi caçado pelo mundo até ser esfaqueado em agosto de 2022, durante uma palestra na Chautauqua Institution, em Nova York, quando perdeu um olho e quase morre – ou o pessoal da revista Charlie Hebdo – que, depois de fazer chacota com Maomé em 2011, teve a sede no XI distrito de Paris, invadida em atentado que resultou na morte de doze pessoas (inclusive os cartunistas Charb, Cabu, Honoré, Tignous e Wolinski).
Mas, o oligarca Elon Musk deve saber disso e, de forma consciente, resolveu assumir os riscos da sua decisão.
Que, em Sua grandeza, se necessário, Deus reserve um bom lugar para sua alma.
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