Alem de colocar o sistema penitenciário brasileiro sob suspeita, esta história de ‘prisão domiciliar humanitária’ para Jair Bolsonaro está cheirando muito mal.
À pergunta ‘Por que tirar Bolsonaro da Papudinha?’, os bolsonaristas – os quais, diga-se de passagem, como melhores representantes da extrema-direita no Brasil, nunca demonstraram qualquer respeito e preocupação com o atendimento aos direitos humanos da população carcerária, muito menos com a qualidade de vida dos encarcerados – [os bolsonaristas] respondem evocando a progressiva deterioração da saúde do velho Bolsonaro e a necessidade de garantir-lhe conforto e pronto suporte hospitalar em caso de necessidade.
Querem isso logo para Jair Bolsonaro, que sempre tripudiou dos aprisionados.
Aliás, dos presos brasileiros, Jair Bolsonaro é aquele que, na posição de ex-chefe-de-estado, desfruta melhores condições e habita as instalações mais confortáveis oferecidas a um apenado.
Se está incomodada com as condições oferecidas ao velho Jair, ao invés de querer removê-lo para casa, a extrema-direita deveria começar a lutar pela melhoria do estado geral de todo sistema penitenciário brasileiro (e, assim, beneficiar todos os outros apenados).
Mas, vale dizer, nunca preocupado com causas coletivas, não é assim que pensa aquele pessoal – por isso, ao invés de clamar pelo melhor aparelhamento e treinamento das polícias, a Direita propõe o fortalecimento das empresas de segurança privada e o armamento da sociedade.
Não há razão para Jair Bolsonaro ir para casa.
Quando muito, a direção da Papudinha poderia estreitar, ainda mais, o suporte de saúde já garantido ao Quadrúpede.
A propósito: como está o andamento dos outros processos aos quais Bolsonaro responde, inclusive pelo seu descaso com o povo brasileiro durante a pandemia de coronavírus?
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