5ª feira, 29 de outubro de 2026
A apuração dos votos das eleições realizadas em Israel na 3ª feira, dia 27 de outubro de 2026 está chegando ao fim, levantando a impressão de que parte do povo judeu está satisfeito com a carnificina genocida cometida pelo atual governo contra a população palestina.
Com efeito, ao contrário daquilo esperado pelos pacifistas de todo o mundo, o eleitorado israelense está dando a maioria das cadeiras do Knesset ao partido do sanguinário Benjamim Netanyahu.
De qualquer forma, como não vai alcançar as 61 cadeiras para ter a maioria absoluta, Benjamim Netanyahu vai precisar negociar com as minorias para formar uma coalizão majoritária e não perder o governo para seu principal adversário, um tal de Gadi Eisenkot, o ex-chefe militar que lidera a oposição e conquistou 48 cadeiras.
A ironia da situação é que, para formar maioria, qualquer dos dois lados vai precisar do apoio da coligação árabe de esquerda Joint List, que representa cerca de 20% da população israelense e, naturalmente, além de não ter Benjamim Netanyahu em alta conta, demonstrara forte indignação com a visão ultranacionalista judaica do seu governo (governo Netanyahu) e vai escolher entre “a continuação do racismo, da exclusão e da supremacia ou uma verdadeira parceria judaico-árabe”, conforme afirmou seu líder Yousef Jabareen.
É muito provável que Benjamim Netanyahu seja forçado a deixar o cargo de primeiro-ministro e, de volta a planície, venha a enfrentar os inúmeros processos judiciais (inclusive por corrupção) que correm contra ele.
Será que, assim como fez Flávio Bolsonaro, Benjamin Netanyahu vai fugir para os Estados Unidos?
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