6ª feira, 19 de junho de 2026
Numa clara alusão à dificuldade de as pessoas mudarem o seu jeito de ser, explicando a renitência de Jair Bolsonaro em se manter na trilha do Erro, um velho adágio popular afirma ‘pau que nasce torto, morre torto’.
Com efeito, são poucos os exemplos na história do Brasil de alguém ter tanta dificuldade em trilhar o caminho guarnecido para Lei, pela moral e pelos bons costumes.
Imagine que agora, mesmo recolhido em regime de prisão domiciliar, Jair Bolsonaro conseguiu ao mesmo tempo violar as leis que regem a execução penal e a posse de armas.
De fato, pode parecer incrível, mas, na noite da 2ª feira, 15 de junho de 2026, uma blitz realizada pela Polícia Militar do Distrito Federal em Taguatinga apreendeu uma pistola (pasme!) registrada em nome de Jair Bolsonaro que estava em poder de um sargento ligado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Em depoimento prestado à 21ª Delegacia de Polícia, o tal sargento afirmou que Bolsonaro lhe havia entregue a arma ‘para realizar um reparo mecânico’.
Em meio a muitas perguntas, ganha destaque a ‘como pode alguém que cumpre pena ter uma arma?’.
De qualquer forma, ao invés de aplicar um freio de arrumação no processo e mandar Jair Bolsonaro de volta à Papuda, o ministro Alexandre de Moraes pediu explicações sobre o caso.
De sua parte, a Polícia Civil do Distrito Federal solicitou autorização ao STF para intimar e tomar o depoimento do velho Jair.
Pouco importa o que venha a ser dito nos eventuais depoimentos, o fato é que, pelo menos, um crime foi cometido pelo Quadrúpede – o qual, enquanto aguarda este novo julgamento, deveria ser mantido sob forte vigilância em alguma baia do complexo penitenciário do Distrito Federal.
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