Sábado, dia 11 de julho de 2026
Nos dias correntes, os Estados Unidos vêm sendo pressionados por todos as ‘potências ocidentais’ (eufemismo para designar os países ricos que seguem a batuta do Tio Sam) para por um fim à guerra contra o Irã, pois não mais suportam as incertezas causadas pelo abre-fecha do Estreito de Ormuz e seus impactos, traduzidos não só pela cotação do barril nas bolsas, mas, também, pela interrupção física do fornecimento de petróleo.
Ou seja, bastou um apertinho no bolso dos casacudos para ecoar um clamor mundial pelo fim da crise.
Quanto egoísmo! Quanta insensibilidade!
Que sofram um pouco. Eles merecem.
Para quem não sabe ou finge não saber, desde 1962, por razões que só a turma da Casa Branca e do Pentágono diz conhecer, os Estados Unidos impõem um severo embargo a Cuba, privando os cubanos da chance de trabalhar e, mesmo, de bens essenciais à vida, promovendo um genocídio a conta-gotas de toda a sua população.
Para quem não sabe, nos últimos dias a Venezuela (que também está sob severo embargo dos Estados Unidos) foi sacudida por terremotos que provocaram a morte de quase cinco mil venezuelanos e espalhou destruição por todo o país.
Apesar disso, as tais ‘potências ocidentais’ não dão um pio para o Tio Sam suspender o embargo criminoso. Já que não têm empatia para perceber o sofrimento dos povos cubano e venezuelano (e tantos outros que estão sob as suas guardas), que as potências ocidentais sintam na pele um pouco daquilo que causam nos outros.
Que o Irã consiga ensinar um pouco de humanidade aos ímpios.
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