4ª feira, 19 de agosto de 2026
Se havia dúvida sobre a gratidão e a fidelidade do ministro André Mendonça aos Bolsonaro’s, a forma como [ele] vem conduzindo os inquéritos que investigam os desvios no INSS e o Caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF) tratou de afasta-la.
De fato, disposto a proteger e impulsionar a candidatura presidencial do filho 01 Flávio Bolsonaro, ao tempo que ressuscitou investigações contra Fábio Luís da Silva (tratado como ‘Lulinha’ para atingir o presidente Lula), o ministro André Mendonça tratou de puxar o freio-de-mão nas investigações que pudessem tornar públicas as sujeiras nas quais o senador Flávio Bolsonaro está envolvido, colocando-as sob segredo de sete chaves.
Diante da situação – sabendo ser impossível alguém do STF não ter tomado conhecimento (ou não ver a sua gravidade) das gravações e confissões do relacionamento promíscuo entre Flávio Bolsonaro e o super-trambiqueiro Daniel Vorcaro e alguns dos principais líderes das facções criminosas PCC e CV -, a banda pensante da sociedade se pergunta sobre a honestidade intelectual do ministro André Mendonça.
Aliás, se, de um lado, a inércia do ministro André Mendonça diante do envolvimento dos senadores Flávio Bolsonaro e Ciro Nogueira (ex-futuro vice-presidente presidente na chapa bolsonarista) insinua sua inclusão no crime de prevaricação, de outro [lado], a ânsia como [o ministro] se empenha para ‘requentar’ casos que citam o filho de presidente Lula e, assim, criar narrativas eleitorais, o colocam [colocam André Mendonça] sob sérias suspeições.
Não precisa ser jurista para perceber a ilegalidade caracterizada pelo contraste do intenso vazamento de espumas contra um parente do presidente Lula e a imobilidade do ministro André Mendonça diante das evidentes falcatruas de Flávio Bolsonaro.
Pelo silêncio sepulcral imposto pelo gabinete do ministro André Mendonça (e guardado pela grande mídia) sobre as propinas pagas por Daniel Vorcaro ao time bolsonarista, é lícita a conclusão de que o ‘Caso Dark Horse’ foi varrido para baixo do tapete da cozinha, onde vai ficar no mínimo até as eleições de outubro de 206.
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