Depois que jogou ‘Little Boy’ sobre Hiroshima em 6 de agosto de 1945, assassinando instantaneamente 70 mil pessoas e provocando a morte de outras tantas nos dias seguintes, o piloto do bombardeiro ‘Enola Gay’ passou a ser atormentado pelos próprios pecado, vendo fantasmas e corpos destroçados pela radioatividade em todas as partes e, por todos os dias da sua longa vida, desejou morrer em paz.
Não conseguiu.
De fato, cumprindo a sina que ensina o ‘aqui se faz, aqui se paga’, o general Paul Tibbets só conseguiu finalmente morrer (para continuar a existência em algum recanto desconfortável do inferno), depois de um longo período numa cama de hospital, em 1º de novembro de 2007, aos 92 anos.
É assim com os demônios – o leito de hospital, as escaras infectadas, o sobressalto com o resultado dos exames, as injeções de Benzetacil, as novas infecções, as dores lancinantes, a higienização vergonhosa, a desmoralização, os medos, a permanente sensação de perseguição, a falta de ar, a insônia.
Nesta perspectiva, não se deve atribuir a longevidade de seres do mal – como Harry Truman, Winston Churchill , Georges Bush (pai e filho), Ariel Sharom, Donald Trump, Benjamim Netanyahu e outros sanguinários maníacos – a alguma ‘benção’ de Deus, pois, na realidade, significa uma espécie de estágio probatório aplicado aos pequenos demônios para garantir-lhes uma boa masmorra nas profundezas.
Vida longa ao Capetão!!!
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