Quando pensaram nos fundamentos do Liberalismo como doutrina baseada na liberdade individual e na limitação do poder do Estado, John Locke, Adam Smith, David Ricardo, Thomas Malthus, Frédéric Bastiat e tantos outros pelo mundo afora jamais podiam imaginar que, anos mais tarde, um grupo de espertalhões brasileiros fossem usar a sua bandeira [do Liberalismo] para criar um partido cujo único propósito é abrigar bandidos e bandidagens em benefício próprio ou de gangues isoladas.
Com efeito, por maior que seja o desconhecimento da História, ao observar a ação e a nominata dos políticos filiados ao Partido Liberal (PL) qualquer pessoa mais esclarecida vai perceber a prevalência de sérios e graves descompassos.
Será que, ao formular o Liberalismo, os pioneiros da doutrina imaginavam uma agremiação política empenhada na destruição ambiental, [uma agremiação política] instrumentalizada para o desvio de recursos públicos, [uma agremiação política] estreitamente vinculada ao golpismo e ao colaboracionismo, [uma agremiação política] que servisse de abrigo partidário para ignorantes e para criminosos de todos os calibres e tivesse existência dependente do uso regular da mentira como elemento de proselitismo e de sustentação?
Queiram ou não queiram os liberais, no Brasil, a sigla partidária que se apresenta como representante do seu pensamento [do pensamento Liberal] virou a casa do bolsonarismo e, como tal, associada a extrema-direita e pouco comprometida com o ideário original.
Não é sem razão que, no embalo das corruptelas e afrouxamentos morais introduzidos na justificativa política para existência da sigla, seus principais líderes estejam experimentando sérias complicações na Justiça – Jair Bolsonaro (principal liderança popular) está inelegível e prestes a ser condenado por golpismo; Carla Zambelli (deputada campeã de votos em São Paulo) está presa na Itália, aguardando extradição para o Brasil para cumprir pena de 10 anos por invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ); Nikolas Ferreira (deputado mais votado da sigla) é réu por propaganda enganosa e deve ficar inelegível pelos próximos anos; Eduardo Bolsonaro (segundo mais votado do partido em São Paulo) fugiu para os Estados Unidos, de onde comanda ataques contra a segurança nacional do Brasil.
Não escapa um.
Na realidade, são raros os políticos filiados ao PL não implicados em crimes graves, inclusive desvio e malversação de dinheiro público – característica que leva muitos a concluir que, ao contrário daquilo registrado no TSE, a sigla PL significa ‘Partido Ladrão’.
Aliás, além de não representar a bandeira política que diz representar, induzindo o eleitor a grave erro, e aproveitar das brechas legais para desviar recursos dos fundos partidários, o PL vem sendo usado, principalmente, como abrigo seguro para a prática de crimes políticos e de outras naturezas, garantindo eventuais imunidades para bandidos de todas as espécies.
Talvez seja hora de o sistema jurídico brasileiro fazer valer a lei e, tomando por base seu desvio de função, extinguir o PL.
Que os verdadeiros liberais criem ou encontrem uma casa para representar as suas ideias e os bandidos da política enfrentem os rigores da lei e sejam impedidos de trabalhar pelo mal do País e da população brasileira.
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