Em fevereiro de 2022, em retaliação às operações militares na Ucrânia, a Rússia foi banida do circuito internacional de esportes, sendo até impedida de participar das Copas do Mundo e Jogos Olímpicos realizados desde então.
‘O esporte não pode compactuar com a guerra’, disseram alguns, retransmitindo o discurso dos chamados ‘líderes ocidentais’.
Acontece que, a partir de outubro de 2023, liderado por Benjamin Netanyahu, Israel de início ao Holocausto da população palestina confinada em Gaza e, parecendo lidar com assunto completamente desconectado daquele que levou ao banimento da Rússia, os ‘líderes ocidentais’ fugiram nada ver e, em típico caso de ‘dois pesos, duas medidas’, nada fizeram para punir o país agressor.
Agora, surge a inacreditável proposta de punir o pais agredido.
É isso mesmo.
Por incrível que possa parecer, em conversa oficial com o presidente da FIFA Gianni Infantino, o enviado especial do governo de Donald Trump para negócios globais Paolo Zampolli apresentou proposta para o Irã – país que vem sendo agredido sistematicamente pelos Estados Unidos e por Israel – seja substituído pela Itália na Copa do Mundo de 2026.
O pior é que, ao invés de rechaçar imediatamente a estultice, o presidente da FIFA limitou-se a sorrir candidamente como os idiotas fazem diante dos patrões.
A eventual exclusão do Irã da Copa do Mundo dos Estados Unidos pela vontade de Donald Trump seria a humilhação total e completa desmoralização de todos os argumentos usados pelos ‘líderes ocidentais’ – uma turma que, sinceramente, vale muito pouco.
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