De modo geral, as riquezas minerais do Brasil sempre estiveram no foco da cobiça estrangeira e na bandeja de ofertas dos entreguistas.
Foi assim, por exemplo, quando em meio a sorrisos subservientes, o hoje interditado Fernando Henrique Cardoso privatizou a Cia. Vale do Rio Doce e tentou fazer o mesmo com a Petrobrás.
A bola da vez parece ser o filão referido genericamente como ‘terras raras’ – um conjunto de minerais (Nióbio, Neodímio, Praseodímio, Disprósio, Térbio, Lantânio, Cério e outros) que têm função estratégica na produção de smartphones, computadores, discos rígidos, telas de LED/LCD, geração de energia limpa, baterias de alta performance, sistemas de orientação de mísseis, radares, sonares e satélites, equipamentos de ressonância magnética e lasers cirúrgicos, enfim na construção do futuro.
Não é sem razão, portanto, que, para muitos, as terras raras são o ‘petróleo do século XXI’, atiçando a cobiça das lobas e o entreguismo dos lesa-pátrias.
Foi neste sentido que, em 28 de março de 2026 (10 dias após o entreguista e então governador do Estado de Goiás Ronaldo Caiado ter assinado um ‘memorando de entendimento’ com o encarregado de negócios dos Estados Unidos Gabriel Escobar, no Consulado-Geral estadunidense em São Paulo para a exploração de terras raras no seu estado), falando na condição de pré-candidato à presidência da República na Conservative Political Action Conference (CPAC), no Texas, o senador Flávio Bolsonaro, filho 01 de Bolsonaro, defendeu que “o Brasil é a solução para os Estados Unidos quebrar a dependência da China por minerais críticos, especialmente terras raras” e, menos de um mês depois (em 20 de abril), a empresa estadunidense USA Rare Earth confirmou a aquisição da mineradora Serra Verde, dona de uma mina e planta de processamento de terras raras em Minaçu (GO) por US$ 2,8 bilhões.
É neste contexto histórico que as forças progressistas e nacionalistas brasileiras consideram ser impositivo o Estado Nacional assumir o comando do setor e sugerem a criação de uma empresa estatal com este propósito e já pensa em apresentar um projeto-de-lei para criar a ‘Terrabrás – Terras Raras Brasileiras S.A’ a partir da transformação da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) com poderes para explorar, industrializar e comercializar os recursos estratégicos.
Por razões óbvias, assim como ocorreu com a Petrobrás, a criação da TerraBrás vai enfrentar toda a sorte de obstáculos e vai requerer muita coragem do governo de Brasil.
Talvez seja hora de a sociedade pensante levar adiante um campanha similar ao ‘Petróleo é nosso’ que deu suporte a criação da Petrobrás e, se o governo achar necessário, recorrer à sociedade para capitalizar o processo de criação da nova Estatal com sistema semelhante àquele usado na capitalização da Petrobrás para financiar a exploração do petróleo pre sal.
Seja como for, com a consciência de que a soberania é inalienável, o Brasil fazer valer a Constituição Federal e estancar de pronto a possibilidade de festa entreguista articulada pelos bolsonaristas para a entrega das riquezas do País ao estrangeiro.
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