‘É dia de Alegria’, sorriu o rapaz, explicando que a dinâmica social mostrara que a sigla STF significa ‘Sexta Tem Festa’.
A animação decorria do fato de a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) ter concluído o julgamento da trama golpista e, apesar do voto-vergonha proferido pelo ministro Luiz Fux – uma peça surreal escrita por encomenda pelo suporte jurídico contratado pela extrema-direita e justificou convite a ele feito pelo presidente do PL Valdemar Costa Neto para disputar cadeira no Senado pelo Rio de Janeiro após a aposentadoria -, os ministros Flávio Dino, Carmen Lúcia e Cristiano Zanin seguiram o voto do retalor Alexandre de Moraes e aprovado o relatório da Procuradoria Geral da República (PGR) que acusa os réus pelos crimes de golpe de Estado; tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito; organização criminosa armada; dano qualificado contra patrimônio da União; e deterioração de patrimônio tombado.
A longa espera do povo brasileiro valeu a pena: Jair Bolsonaro (ex-presidente) foi condenado a 27 anos e 3 meses (dos quais 24 anos e 9 meses são de reclusão e 2 anos e são 6 meses de detenção), inicialmente cumpridos em regime fechado; Alexandre Ramagem (deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi condenado a perda do mandato e 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão; Almir Garnier (ex-comandante da Marinha) foi condenado a 24 anos de prisão; Anderson Torres (ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal) foi condenado a 24 anos de prisão; Augusto Heleno (ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional) foi condenado a 21 anos; Mauro Cid (ex-ajudante de ordens da Presidência e delator da trama golpista) foi condenado a pena única de até 2 anos de prisão em regime aberto, em razão do acordo de colaboração premiada; Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa) foi condenado a 19 anos de prisão; e Walter Souza Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil) foi condenado a 26 anos.
Além da pena, os oito golpistas também terão de arcar com pena pecuniária variável entre 84 e 124 dias-multa e contribuir com a indenização de R$ 30 milhões ao Estado.
No Brasil, retiradas as bravatas de sempre dos Bolsonaro’s e o mimimi reinante nas bolhas bolsonaristas, o clima foi de festa.
Até o mercado financeiro deu sinais de satisfação (a Bolsa alcançou novo recorde com alta de 0,56%, aos 143.150 pontos e a taxa de câmbio do dólar caiu para R$ 5,39).
Nos Estados Unidos é que a decisão do STF não foi bem recebida. Ainda sem perceber que o Brasil não cede a chantagens baratas, o secretário de Estado Marco Rubio teve uma crise de urticária e, quase afogado num espasmo borbulhante de baba, voltou a ameaçar o Brasil: “Os Estados Unidos responderão adequadamente a essa caça às bruxas”.
Nada disso, no entanto, afeta a realidade circundante. Nem o mimimi dos bolsominions, nem o faniquito nos gringos vão esmaecer a alegria que toma conta do País.
Cadeia para os golpistas! Sem anistia!
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