O jurista, professor universitário e magistrado Luiz Fux tem um currículo notável.
Antes de ser ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), por indicação da presidente Dilma Rousseff, Luiz Fux foi ministro do do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Apesar disso, na 4ª feira passada, dia 10 de setembro de 2025, cometeu um dos papelões maiores e mais feios da história da Justiça brasileira, jogando na lata de lixo tudo aquilo que construíra na sua longa carreira no mundo jurídico.
Com efeito, ao proferir o seu voto no julgamento do núcleo crucial da trama golpista pela primeira turma do STF, Fux falou por quase 13 horas e, sem dizer coisa com coisa (e, curiosamente, esquecido de ter participado de quase 900 julgamentos de outros participantes da mesma tentativa de golpe), após defender a incompetência da Turma e também do STF para julgar os réus acusados pela Procuradoria Geral da República (PGR), por pouco não concluiu a inexistência da tentativa de golpe, cujo ponto mais evidente foi o Oito de Janeiro em 2023.
Ao contrário dos colegas, que seguiram o relator Alexandre de Moraes e aprovaram o relatório apresentado pela PGR, Luiz Fux desqualificou os trabalhos realizados pela procuradoria e pela relatoria, colocando dúvidas sobre todo o julgamento e, desta forma, criando argumentos para a extrema-direita (que leva adiante a campanha golpista pela ‘anistia ampla, geral e irrestrita’ dos envolvidos na tentativa de golpe).
Mesmo assim, como numa espécie de ‘samba de criolo doído’, encontrou argumentos para condenar o general Walter Braga Netto e o TC Mauro Cid.
Sabendo do conhecimento jurídico por ele já demonstrado ao longo da vida profissional é o caso de se perguntar sobre as razões que teriam levado Luiz Fux a jogar na lata do lixo uma história pessoal que vinha construindo com tanto carinho.
Muitos analistas começam a se perguntar sobre a autoria da peça lida por Fux no julgamento feito pela Primeira Turma.
Quem teria escrito o parecer de Fux?
O quê teria provocado tamanha reviravolta no comportamento pessoal e profissional de Luiz Fux?
Ele teria sucumbido às pressões exercidas pela Casa Branca?
Estaria vítima de chantagens indefensáveis? Teria simplesmente vendido o seu voto?
É muito cedo para qualquer ilação. Uma coisa é certa: o voto proferido por Luiz Fux no julgamento da trama golpista pelo núcleo crucial contrariou a tudo o quê se espera de um juíz sério, isento e responsável.
Talvez, um dia, a verdade venha a tona e o mundo venha a saber o que teria levado Luiz Fux a ingressar na cloaca reservada pela história aos piores e aos mais desgraçados.
De qualquer forma, com Fux ou sem Fux, o STF condenou Jair Bolsonaro e sua gangue a longas temporadas no xilindró.
Viva a Democracia!
Golpe nunca mais!
Sem Anistia!
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