Donald Trump se considera acima da lei e da ordem, quase um deus, agindo como rei nos Estados Unidos e como imperador no resto do mundo, dizendo quando as guerras devem começar e [quando devem] terminar.
Eventualmente, Donald Trump inventa mentiras para justificar as coisas que faz, como há uma semana, quando decidido a assumir o controle das jazidas petrolíferas e minerais da Venezuela, sob a alegação mixuruca e ilegal de combater o narcotráfico, sem dar satisfação sequer ao seu Congresso, invadiu o país e sequestrou o presidente Nicolas Maduro (ainda naquele dia, ao formalizar as denúncias junto ao tribunal que o ‘julgará’, admitiu a inexistência de qualquer indício de seu envolvimento com drogas ou cartéis criminosos).
A operação militar comandada por Donald Trump demarrou uma tempestade de críticas – celebridades, chefes de Estado e de Governo, organismos internacionais, todos firmaram posição contrária e alertaram a violação e o desrespeito às leis e regras internacionais.
Acossado pela realidade, até o Senado dos Estados Unidos se manifestou e aprovou uma resolução para impedir Donald Trump de ‘tomar novas medidas militares contra a Venezuela sem autorização do Congresso’.
Nada disso foi suficiente para fazer Donald Trump arredar um milimetro dos seus planos – ele continua a fazer anúncios de como administrará o petróleo venezuelano, a dizer que vai tomar a Groenlândia ‘por bem ou por mal’, a ameaçar a Colômbia, o México e a quem mais lhe apetecer.
Alguém poderia ponderar que leis, tratados, costumes e tradições internacionais submetem a todos, até mesmo ao mais imperial dos imperadores. Ledo engano.
Nada disso vale para Donald Trump. Conforme ele próprio afirmou há dois dias, apenas a sua moral pessoal constitui limite para a política externa de seu governo e, neste sentido, “não precisa do direito internacional”.
O homem é um perigo.
Aliás, um número crescente de pessoas não acredita que Donald Trump conclua o segundo ano de mandato.
Talvez por isso, já pensando numa eventual virada de mesa, na 3ª feira passada, falando em encontro com parlamentares republicanos em Washington, Donald Trump disse que, se perder a maioria para o Partido Democrata nas eleições legislativas de meio de mandato, poderá ser alvo de um processo de Impeachment.
Será que ele resiste até lá?
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