Quer dizer que – após da guerra tarifária decretada contra o mundo, da lambança que terminou com o sequestro do presidente Nicolas Maduro na Venezuela, das ameaças de intervenção militar no Panamá, na Colômbia, no México e na região autônoma da Groenlândia na Dinamarca – o presidente do Estados Unidos Donald Trump resolveu derrubar o governo do Irã?
Com efeito, de repente, como num passe de mágica, a mídia ocidental (eufemismo usado para designar as agências de notícias e veículos que integram a correia de transmissão impulsionada pela Casa Branca) começou a dar destaque a estranha movimentação dos grupos que fazem oposição ao governo do Irã. Passou, inclusive, a noticiar ‘mortes’ que teriam sido provocadas pela ‘repressão à Democracia’.
Até o sanguinário Donald Trump (que, há pouco, divertia-se comandando o bombeiro de barcos pesqueiros no Mar do Caribe e mandou assassinar friamente as 100 pessoas que faziam a segurança do presidente Nicolas Maduro) revelou ‘muita preocupação’ com o anúncio (pela mídia ocidental) de uma condenação à morte de um iraniano por uma corte de Teerã, chegando a ameaçar uma “ação muito forte” no caso da execução da sentença.
Na realidade, a ‘revolta’ contra o governo do Irã – que, diga-se de passagem, atende aos interesses de Israel – constitui mais um lance da arrancada do celerado Donald Trump para realizar o MADA (Make America Great Again) por ele prometido à extrema-direita estadunidense (que representa uma espécie de sonho de consumo de todos os conservadores, imobilistas e reacionários do mundo).
Como das outras vezes já tentadas, a atual tentativa de desestabilizar o governo do Irã deverá naufragar, justamente porque, pouco ligando para a opinião publicada pela ‘mídia ocidental’, os aiatolás são duros e até cruéis com os colaboracionistas e entreguistas.
Enquanto isso, chefes de governo e de estado por todos os cantos do planeta se perguntam sobre qual será a próxima maluquice a sair da cabeça doente de Donald Trump.
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