No próximo domingo, dia 08 de fevereiro, em segundo turno das eleições, o povo português vai eleger o presidente da república para o período 2026–2031.
Os nomes colocados à disposição do eleitorado são, de um lado, Antonio José Seguro – que representa a banda humanista, progressista e socialista da sociedade portuguesa – e, de outro [lado], um tal André Ventura – deputado e líder do partido Chega, que representa a extrema-direita de Portugal e se apresenta como discípulo de Donald Trump e, aberta ou intimamente, é admirador de figuras execráveis como Jair Bolsonaro, Augusto Pinochet, Antônio Salazar, Francisco Salazar e outros facínoras.
O português é inteligente e, mesmo sem lembrar detalhes dos anos de atraso vividos nos tempos de Salazar, não vai entregar o país ao aventureiro André Ventura, cujo objetivo imediato no exercício da presidência é dissolver a Assembleia da República e convocar novas eleições legislativas para tentar ampliar a bancada do Chega (que tem apenas 60 deputados).
Hoje, as pesquisas de intenção de voto apontam que apenas 1/3 do eleitores não vota em Antônio Seguro, o qual apresenta quase 70% das preferências.
Aliás, esta vantagem trás um perigo porque, como o voto não é obrigatório em Portugal, muitos eleitores podem se sentir desobrigados de votar contra o candidado da extrema-direita e não comparecer às urnas.
De qualquer forma, é importante que António Seguro tenha uma vitória esmagadora contra o candidato do atraso, não só para evitar que Portugal seja direcionado àquilo que existe de pior na política, mas, também, como mensagem ao mundo de que é hora de reagir contra a proposta tenebrosa que a Casa Branca quer impor ao mundo.
