Ontem, em reunião da CPMI do INSS, a ‘mão grande’ falou (ou tentou falar) mais alto e, como se não houvesse testemunhas, num universo de 14 parlamentares erguidos acintosamente, o senador Carlos Viana só viu (ou fingiu ver) sete deles e, no ‘olhômetro’, aprovou o requerimento de interesse dos bolsonaristas e do Centrão, determinando, entre outras medidas, a convocação do filho do presidente Lula, o chamado Lulinha.
A imoralidade provocou a imediata reação da maioria presente à reunião, a qual, além da natural confusão (com empurra-empurra e tudo), avisou que vai recorrer ao presidente do Senado Davi Alcolumbre para anular a votação e representar contra o senador Carlos Viana no conselho de ética da Casa.
Na realidade, apesar de contar com a presidência e com a relatoria da comissão, tendo apenas sete dos 21 membros titulares da CPMI do INSS, as bancadas do Bolsonarismo e do Centrão não estão conseguindo entregar aquilo prometido à extrema-direita (e, mais recentemente, vendido a Daniel Vorcaro) e, exasperadas, recorreram à ‘mão grande’ para oferecer algum resultado.
De fato, com a manobra espúria, o presidente da CPMI conseguiu gerar um assunto capaz de atrair a atenção da sociedade, fustigando o presidente Lula e, ao mesmo tempo, a desviou de outros assuntos (como o escândalo do Banco Master e o envolvimento do senador Flávio Bolsonaro no golpe aos aposentados e pensionistas).
O uso da mão grande pelo presidente da CPMI do INSS indica o desespero dos bolsonaristas e do pessoal do Centrão, que não sabe mais como tapar os furos no arredoma usado até agora para esconder a sua promiscuidade com os ratos do INSS, com o crime organizado, com a banda podre da FariaLima e com o mega-trambique liderado por Daniel Vorcaro.
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