O dia 29 de abril de 2026 entrou para a história do País como aquele no qual, pela primeira vez em tempos de ‘normalidade política’ (um período que, naturalmente, exclui o mandato do golpista Floriano Peixoto), o Senado rejeitou uma indicação do presidente da república para preenchimento de vaga de ministro no Supremo Tribunal Federal (STF).
Com efeito, ontem, por 42 votos contrários e apenas 34 votos favoráveis, o Senado disse NÃO à indicação do AGU Jorge Messias pelo presidente Lula para preencher a vaga aberta pela aposentadoria precoce do ministro Luís Roberto Barroso – um fato que, em plena campanha pela reeleição, vem sendo interpretado como uma grande derrota do presidente Lula.
Um observador mais atento, no entanto, prontamente percebe que a rejeição de Jorge Messias pelo Senado não é episódio isolado, se inserindo num processo maior, cujo objetivo é fragilizar a luta pelo amadurecimento do Brasil e barrar o avanço das forças vinculadas ao humanismo progressista, ao desenvolvimentismo patriótico e soberano do País.
De fato, o episódio de ontem está claramente articulado com outros que visam o enfraquecimento do governo Lula, a descaracterização da Democracia, a desmoralização do STF, o esgarçamento da soberania nacional – a privatização da Eletrobrás, a descaracterização da partilha pensada originalmente para a divisão dos royalities do pré sal, a política de juros, a criação do orçamento secreto e instituição do regime de presidencialismo de coalizão, o desrespeito ao resultado das eleições de 2022, o estabelecimento do império das fakenews, a tentativa de blindar os parlamentares contra os rigores da lei, o boicote aos projetos anti-facção e anti-crime, o conluio dos grupos que controlam os principais órgão noticiosos para solapar o governo Lula, as iniciativas dos Bolsonaro’s para insuflar o governo dos Estados Unidos contra interesses nacionais, as tentativas de entrega do subsolo brasileiro, a resistência a avanços sociais como fim da jornada 6×1, etc. etc. etc.
Este processo é contínuo e, provavelmente, hoje, com a derrubada do veto colocado pelo governo Lula ao arremedo de anistia aos golpista, dará mais um passo.
A banda pensante da sociedade não pode ficar inerte a este processo, que avança permanentemente para implantar um regime de objetivos completamente antípodas àqueles que interessam ao Povo brasileiro.
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