Ontem (28/05/2026), como primeiro resultado objetivo da viagem de Flávio Bolsonaro à Washington – quando arriou as calças e tentou mostrar os fundos Donald Trump com promessas de entregar-lhe as riquezas do Brasil -, os Estados Unidos anunciaram a decisão de enquadrar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, nas categorias ‘Organização Terrorista Estrangeira’ (FTO, na sigla em inglês) e Terroristas Globais Especialmente Designados(SDGT, na sigla em inglês), passando a equipara-los a grupos como Hamas, Hezbollah e Al-Qaeda.
A decisão é absurda, pois, embora Flávio Bolsonaro não saiba (ele, coitado, sabe pouquíssimas coisas) e o Tio Sam esteja pouco se lixando (na realidade, a Casa Branca deseja apenas ‘ter uma fachada legal’ para justificar seus desejos intervencionistas), como alimentam apenas motivações de natureza financeira e não a imposição de ideologias políticas, religiosas ou sociais (condição que define o Terrorismo), o PCC e o CV não constituem grupos terroristas.
Aliás, nesta definição se enquadra perfeitamente o governo dos Estados Unidos, cuja história é marcada pelo da força para condicionar a orientação de países estrangeiros aos seus interesses, como fez há pouco na Venezuela e, atualmente, faz em Cuba e no Irã.
Nesta perspectiva, em situação plena de hipocrisia e contradição, um Estado terrorista se arvora de instituição certificadora de quem é ou não ‘organização terrorista’.
De qualquer forma, tendo atribuído ao PCC e ao CV a pecha de ‘organização terrorista’, baseados em leis internas, o governo estadunidense poderá sancionar pessoas, empresas e entidades que, no seu entender (no entender dos Estados Unido), têm negócios ou relações com eles (com o PCC e com o CV).
Assim, agora, com o apoio da extrema-direita brasileira, a partir da acusação de fazer transações ou contatos com o PCC e/ou CV (feita, apurada e julgada pelos próprios estadunidenses), o governo dos Estados Unidos poderá esfolar, crucificar, matar, imolar, trucidar, torturar, queimar, destruir, expropriar, enfim sancionar qualquer brasileiro.
Ironicamente, das relações públicas conhecidas no Brasil, os políticos mais implicados com aquela patota são da extrema-direita, a saber Tarcísio de Freitas (com o PCC, em São Paulo) e a família Bolsonaro (com o CV, no Rio de Janeiro).
Tem gente bem informada dizendo que não seria surpresa se, virando contra o feiticeiro, este feitiço venha atingir o próprio Flávio Bolsonaro e sua famiglia.
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