Domingo, 14 de junho de 2026
Como qualquer outro país da América Latina, o Peru está na alça de mira do Tio Sam, que, diga-se de passagem, considera a região literalmente como o seu quintal.
Como vimos no caso da Venezuela – embora não titubeiem em recorrer à força para fazer as alterações desejadas e que as eleições não deram conta – o processo de intervenção dos Estados Unidos começa com o apoio de Washington a algum candidato que lhes seja simpático e, se o resultado eleitoral não lhes for favorável, prossegue com a fraude aberta (no caso da Venezuela, antes de apelar para a invasão e sequestro do presidente Nikolas Maduro, os Estados Unidos tentaram ‘reinterpretar’ o resultado da apuração através da ‘recontagem das atas’).
Atualmente, a intervenção dos Estados Unidos no Peru está na fase de ‘reinterpretação’ da apuração dos votos, com o estímulo e acobertamento da fraude eleitoral em favor da candidata da extrema-direita Keiko Fujimori – a qual, de forma artificial, vem sendo mantida à frente das contagens por ínfimos 0,0001% do votos.
A imoralidade é tão acintosa que, antevendo o turbilhão de instabilidades pela frente, na 6ª feira, 12 de junho de 2026, o candidato Roberto Sánchez propôs que fosse feita uma revisão completa do processo eleitoral das eleições peruanas, chegando a convidar sua adversária Keiko Fujimori a acompanha-lo na recontagem de votos.
A história vem mostrando a extrema dificuldade enfrentada pelos países que, sob o olhar guloso do Tio Sam, tentam escapar da condição de ‘república de bananas’.
Será que, no caso do Peru, o governo brasileiro deixará sua posição ser definida por Washington (como fez no caso da Venezuela) e reconheceria um governo tomado na mão grande por Keiko Fujimori?
Se olhar para o lado e ver aquilo que está acontecendo na Bolívia, o povo peruano não vai permitir que a extrema-direita tome o poder pela fraude.
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