5ª feira, dia 09 de julho de 2026
Em tempos de Copa do Mundo, cresce o interesse das pessoas em relação aos temas esportivos.
Nesta seara, entre outros, se destaca a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) – a organização que patrocina a participação da seleção brasileira nos campeonatos internacionais, despertando amores, temores, tremores e horrores.
Ao contrário daquilo pensado por muitos, a CBF não é um órgão oficial, sendo apenas uma associação de direito privado. Nesta perspectiva, quando alguém que se esgoela na torcida, beija a camisa canarinha e se exalta em discussões pensando demonstrar amor à Pátria, na realidade está torcendo por uma entidade privada, uma empresa como outra qualquer.
Acontece que, se aproveitando da condição de não ter fins lucrativos e ter autonomia administrativa e financeira e, sobretudo, atuar em um seguimento que obviamente tem presença marcante no imaginário dos brasileiros, a CBF faz contratos extremamente rentáveis especialmente nas áreas das transmissões esportivas, dos anúncios comerciais, nos patrocínios, em acordos com fornecedores de materiais esportivos, participação na venda de ingressos dos jogos, taxas de registros de jogadores, repasses advindos de outras organizações, cursos e investimentos – um mix de negócios que produz um faturamento anual da ordem de R$ 2,5 bilhões, possibilitado o pagamento de um salário de quase R$ 400 mil ao seu presidente.
Assim, contando com a torcida dos brasileiros, que veem na camisa verde-amarela da seleção canarinha um símbolo da nacionalidade, a CBF fatura bilhões impulsionando negócios pouco meritórios como, por exemplo, as Bets.
Pense nisso antes de derramar lágrimas pela seleção…
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