Domingo, 09 de agosto de 2026
Com justa razão, Donald Trump deve ter padecido ondas de urticária por estes dias.
Imagine que, na 6ª feira, 07 de agosto de 2026, desafiando a configuração traçada pela Casa Branca, com o propósito anunciado de ‘reforçar a estabilidade regional’, o príncipe saudita Mohammed bin Salman, o presidente turco Recep Tayyip Erdoğan, e o primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif firmaram o chamado ‘Acordo de Defesa Conjunta de Meca – um pacto trilateral de segurança mútua, que, resumidamente, em modelo similar ao da OTAN, estabelece a solidariedade da Arábia Saudita, Turquia e Paquistão no caso de um ataque armado contra qualquer um deles (qualquer um dos três países signatários será considerado uma agressão contra todos).
A rigor, ao unir a capacidade financeira e o peso geopolítico da Arábia Saudita, o poderio militar convencional da Turquia (segundo maior exército da OTAN) e o arsenal nuclear do Paquistão, o Acordo de Meca altera a correlação das forças no Oriente Médio, contribuindo para reduzir as tensões geopolíticas na região.
Na prática, o Acordo de Meca reforça um aparato do qual fazem parte articulações como o BRICS, minando o mundo unipolar desejado pelos Estados. .
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