Ontem, em entrevista concedida à CNN, o senador Flávio Bolsonaro, também conhecido como o filho 01 de Jair Bolsonaro, permitiu que a sociedade brasileira, não só conhecesse um pouco da índole da Clã do qual provém (explicando, por exemplo, a famosa continência prestada à bandeira norte-americana ou o igualmente famoso ‘I love you’ declarado pelo então presidente Bolsonaro a Donald Trump), mas, também, alcançasse o verdadeiro objetivo do plano urdido por Eduardo Bolsonaro.
Com efeito, sem procurar esconder aquilo que pensa – citando o exemplo do Japão na II Grande Guerra, o qual, ao ser bombardeado por duas bombas atômicas, reconheceu a superioridade militar dos Estados Unidos e rendeu-se, resignando-se a condição de uma espécie de protetorado norte-americano -, o senador disse que, dada a superioridade econômica dos Estados Unidos, o Brasil não deveria defender-se dos ataques de Donald Trump e, para evitar esforços inúteis, sucumbir de imediato e, sem maiores delongas, aceitar as suas exigências.
Pronto!
Considerando que, nas veias de Flávio corre o DNA do velho Jair, estava explicada a postura submissa e subserviente da gestão Bolsonaro, a qual, se não fosse barrada pela eleição de Lula, teria colocado o Brasil na condição de país-vassalo dos Estados Unidos.
Mas, a tal entrevista falou muito mais.
Flávio Bolsonaro disse que, como ponto de partida (‘ponto de partida’, vale frisar) e demonstração de boa vontade, o governo Lula deveria promover uma ‘anistia ampla, geral e irrestrita e, só então, demonstrada a submissão às vontades imediatas de Trump, [o governo] deveria começar a negociar a redução da sobretaxa de 50% nas exportações para os Estados Unidos.
O senador não disse, mas, se aceitasse as primeiras ‘exigências’ (antes mesmo de começar a negociar), viriam outras [exigências], tais como saída dos BRICS, afastamento da China e da Rússia), celebração de acordos de defesa com EUA, renuncia de Lula, etc. etc. etc.
Sem usar a palavra ‘chantagem’, Flávio Bolsonaro disse que, reconhecendo a inferioridade do País na correlação de forças com os Estados Unidos, sem resistir ou mesmo pestanejar, o governo brasileiro deveria atender as ‘exigências’ de Donald Trump.
Assim, sem se dar conta, Flávio Bolsonaro deixou claro que, no fundo, o plano urdido pelo seu irmão Eduardo não apenas derrubar o Xandão ou Lula e, sim transferir o governo do Brasil para a Casa Branca.
Este é o tipo de ‘patriotismo’ desejado pelo Clã Bolsonaro e pela extrema-direita para o Brasil.
Xô Satanás!!!!!
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