Nestes últimos anos, dando asas à sua índole desonesta, a extrema-direita brasileira açambarcou os símbolos nacionais, usando-os como se fossem sua propriedade privada.
Assim, ao lado de outras marcas da nacionalidade, o verde-amarelo e a bandeira nacional passaram a enfeitar as manifestações e, mesmo, a servir de dístico do bolsonarismo: uma bandeira verde-amarela era suficiente para identificar a casa ou o carro de um bolsonarista.
Aliás, sempre embalados por comportamentos antipatrióticos e entreguistas, os bolsonaristas já fizeram muitas vergonhas aos símbolos nacionais – o hino brasileiro foi cantado para pneus, a bandeira nacional foi tremulada ao lado das bandeiras dos Estados Unidos e de Israel, etc. etc.
Nos últimos dias, no entanto, diante das agressões de Donald Trump ao Brasil estimuladas por Eduardo Bolsonaro, o comportamento lesa-pátria do clã Bolsonaro extrapolou as raias da admissibilidade e, até o mais fervoroso dos bolsonarista foi forçado a admitir o entreguismo do seu líder.
De fato, contrastando com o sentimento de defesa da soberania nacional despertada pela afronta de Donald Trump ao País, os Bolsonaros se abraçaram com a ‘Old Glory’ e, negando a nacionalidade brasileira, recomendaram a completa submissão do Brasil às vontades da Casa Branca.
Enquanto isso, por todo o País, resgatando o verde-amarelo como coisa de brasileiro, o Povo pedia altivez contra o agressor estrangeiro.
Não foi diferente em Linhares, no Norte do Espírito Santo.
Ao discursar em cerimônia do Programa de Transferência de Renda para agricultores e pescadores vitimados pelo rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana, dentro do Novo Acordo do Rio Doce, ao lado de ministros e do povo, o presidente Lula ergueu a bandeira nacional e renovou os votos de defesa do Brasil contra as agressões externas.
Um gesto simples, mas que deixou muito clara a diferença entre um verdadeiro patriota e um reles patriotário.
A bandeira do Brasil voltou aos braços do povo brasileiro.
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