A recente agressão de Donald Trump ao Brasil serviu, não apenas para acender a chama patriótica nos brasileiros e denunciar o verdadeiro sentimento dos patriotários, mas, também, para revelar a índole daqueles que se apresentam como líderes da Nação.
De fato, fazendo contraste com a reação do gigante Lula – que, aos primeiros momentos da ameaça, ergueu a voz e, dando segurança aos brasileiros, avisou que não aceitaria afrontas à soberania nacional e ameaçou o agressor com as retaliações previstas na Lei da Reciprocidade -, cujo comportamento passou a servir de paradigma de altivez, a sociedade brasileira amargou decepções ou confirmou a tibieza e fragilidade emocional e moral de certos ‘líderes’.
Embora não tenha representado qualquer surpresa, o episódio serviu para confirmar o colaboracionismo lesa-pátria do clã Bolsonaro, que confirmou a digital do ZeroTrês Eduardo na intriga da qual surgiu a ideia da sobretaxa (e de outras sanções) ao governo brasileiro, [que]designou o ZeroUm Flávio para fazer a defesa da submissão incondicional às exigências apresentadas por Donald Trump e [que], já nos primeiros momentos, através do próprio ZeroZero Jair, fez a defesa do ataque norte-americano.
De sua parte, nos primeiros momentos da crise, ao invés de agir como brasileiro e governador de um dos Estados que mais vai sofrer com a sobretaxa imposta por Donald Trump, deixando brotar bolsonarismo por todos os poros, Tarcísio de Freitas centrou fogo contra o Palácio do Planalto, responsabilizando Lula pela agressão sofrida pelo Brasil, só passando a fazer a defesa dos interesses nacionais quando foi forçado pela Federação da Indústria do Estado de São Paulo (FIESP). A repentina mudança do comportamento de Tarcísio de Freitas – que, de um instante para o outro, deixou defender a anistia dos golpistas e a suspensão do processo contra Jair Bolsonaro exigidos por Trump – despertou um sentimento de abandono nas hostes bolsonaristas, que, com justa razão, passaram a acusá-lo de ‘oportunismo’.
O Congresso Nacional também teve um comportamento diverso daquele esperado pelo Povo. Imagine que, só depois de três dias da agressão e mediante muita pressão popular, empresarial e politica, os presidentes Davi Alcolumbre, do Senado, e Hugo Motta, da Câmara dos Deputados, se manifestaram e o fizeram de forma covarde, através de uma nota conjunta protocolar e sem brilho no olhar ou gosto de sangue.
É em momentos como este que se conhecem as pessoas.
Aliás, a agressão feita por Donald Trump ao Brasil serviu para confirmar o acerto do Povo ao derrotar Jair Bolsonaro e eleger o gigante Lula para presidência da república.
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