A julgar pelo pronunciamento feito ontem pela porta-voz Karoline Leavitt, sob o pretexto de ‘defender a liberdade de expressão’, o governo de Donald Trump está disposto a mobilizar tropas estadunidenses mundo afora, inclusive contra o Brasil.
Vale dizer que, ao dizer que considera a liberdade de expressão como “a questão mais importante do nosso tempo”, a Casa Branca adicionou novo item na prateleira da qual pinça motivos para intervir, inclusive militarmente, nos outros países – nesta prateleira já estão o ‘restabelecimento da democracia, o ‘combate ao comunismo’, a ‘luta contra o narcotráfico, o ‘enfrentamento à corrupção’ e outras teses gerais nas quais se baseia para justificar a sua ingerência [ingerência dos Estados Unidos] nos demais países.
Em tom de ameaça ao Brasil, sem fazer alusão à recente transformação do ‘Departamento de Defesa’ em ‘Departamento da Guerra’ (anunciada há pouco pela Casa Branca), ao responder sobre o sentimento do governo Trump em relação ao julgamento de Jair Bolsonaro em curso no Brasil, em tom de ameaça, a porta-voz disse abertamente que os Estados Unidos estão preparados para “empregar todos os instrumentos disponíveis — inclusive o poder econômico e militar — para reagir a violações da liberdade de expressão em qualquer parte do mundo”.
Mais claro, impossível, especialmente porque, na sequência, em nítida tentativa de coagir os ministros que julgam os golpistas do Oito de Janeiro, a embaixada estadunidense em Brasília disparou novas ameaças contra o Supremo Tribunal Federal (STF).
A nova agressão da Casa Branca ao Brasil funcionou como gatilho para revelar a verdadeira natureza do ‘patriotismo’ cultivado pelo bolsonarismo e, já sem qualquer subterfúgio como se viu na manifestação realizada na Avenida Paulista, a bandeira dos Estados Unidos foi assumida como seu símbolo maior.
Não foi sem razão, portanto, que o jornal New York Times apontou a bandeira dos Estados Unidos como ‘o novo símbolo da direita brasileira’.
Enquanto isso, ao tempo que melhor se compreende a continência prestada por Jair Bolsonaro à bandeira estadunidense e o ‘I love you’ por ele declarado a Donald Trump, amalgamando o sentimento do povo brasileiro, em nota oficial do Itamaraty, o governo rechaçou as novas agressões da Casa Branca, condenando “o uso de sanções econômicas ou ameaças de uso da força contra a nossa democracia”.
O Tio Sam que se cuide, pois está criando muitas arestas desnecessárias e mexendo com coisas que não entende.
Vai ver, a energia do povo brasileiro se concentra para impulsionar a força da ‘macumbinha’ rezada pela cantora Alcione e faz o efeito desejado por todos.
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