Há uma conexão sócio-geográfica das regiões com os políticos que a tomam como base e reduto.
Tome o exemplo do Rio de Janeiro, que, segundo estudos, dos Estados brasileiros é aquele com maior presença do crime organizado, tendo largas áreas dominadas pelas milícias, pelo Comando Vermelho e outras facções.
Não é sem razão, portanto, que o Rio de Janeiro funcione como base territorial para Jair Bolsonaro e sua gangue, em estreita relação simbiótica na qual causas e efeitos intercambiam posições, fortalecendo-se mutuamente.
Na realidade, a conexão sócio-geográfica da região com os políticos que a têm como base e reduto explica outras preferências do clã Bolsonaro.
Aliás, tendo como motivador comum o nazismo que anima o governador Jorginho Mello e explica caso como o assassinato do cachorro Orelha e o comportamento de parlamentares como a deputada Júlia Zanatta -, o filho 04 Jair Renan Bolsonaro escolheu a cidade de Balneário Camboriú para fazer sua carreira política e, agora, levou à migração do filho 02 Carlos Bolsonaro para tentar uma cadeira no Senado da república.
Se, de um lado, as presenças dos Bolsonaros causam desconforto aos cariocas e catarinenses de boa índole, de outro [lado] funcionam como uma espécie de Certificado do Mal para o Rio de Janeiro (que, nos termos atestados pela famiglia, pode ser considerado um Estado de grande influência do crime organizado) e para Santa Catarina (que, nos termos atestados pela famiglia, pode ser considerado um Estado de grande influência do movimento nazifascista).
Naturalmente, cabe aos cidadãos cariocas e catarinenses a maior responsabilidade pelo processo de limpeza necessário para o expurgo dos males que comprometem as imagens dos seus Estados.
Terão uma boa oportunidade de começar a depuração nas próximas eleições.
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