Os liberais estão atarantados com a arrancada econômica do Brasil.
Depois que voltaram ao poder em 2016 com o golpe que retirou Dilma Rousseff da presidência da República, os liberais entraram em festa, quase em êxtase.
De fato, ao tempo que o usurpador Michel Temer e, depois, Jair Bolsonaro afundavam o País, destruindo avanços sociais, entregando riquezas do País aos piratas estrangeiros e abrindo mão da soberania nacional, os mentores do Liberalismo ganharam otimismo e alegria com a possibilidade de açambarcar e desfrutar dos recursos naturais e do mercado brasileiro de forma desembaraçada.
Aí, em 2023, com a força do Povo, desmoralizando a propaganda enganosa dos golpistas, Lula voltou à presidência da república para estancar a sangria e reerguer o País, tirando-o [tirando o País] da vala na qual foi metido nos seis anos de golpismo e liberalismo.
Aplicando a fórmula mágica de ‘colocar dinheiro no bolso dos mais pobres’ e fazendo valer o prestígio que conquistara nos dois primeiros mandatos (de 2003 a 2010), Lula dinamizou a economia e reinseriu o País no círculo dos principais players internacionais.
Esta nova condição irritou profundamente, não só as elites – que, por puro preconceito, (mesmo ficando mais ricas) não aceitam a possibilidade de ascensão social das camadas mais pobres -, mas, também, [irritou] os mentores do Liberalismo – que não suportam a possibilidade de modelos não-capitalistas produzirem experiências econômicas bem sucedidas -, despertando e estimulando a onda de antipatia que, sem subterfúgios, descambou para o boicote aberto ao governo Lula.
Com efeito, como se vê nos dias correntes, bem representadas pela grande mídia (liderada pelos grupos ‘O Globo’, ‘O Estado de S.Paulo’ e ‘A Folha de S.Paulo’) e pela maioria conservadora e reacionária do Congresso Nacional, a elites brasileiras deram início ao combate direto às medidas propostas pelo governo Lula para redução dos desníveis sociais e econômicos, bloqueando projetos-de-lei e decretos destinados a promoção da justiça tributária.
De sua parte, usando alguns dos seus instrumentos de ação, os comandantes do Liberalismo internacional também entraram em ação e retomaram o antigo plano para fragilizar os esforços do governo Lula para democratizar o desfrute das riquezas produzidas, para fortalecer a soberania nacional e para promover o bem-estar social.
É neste sentido que deve ser encarado o recente relatório do Banco Mundial – que, desconsiderando a irresponsabilidade do Congresso Nacional e do Banco Central, evoca preocupação com o equilíbrio próprio do discurso liberal e cobra cortes das despesas sociais do governo Lula – e, também, o editorial do jornal ‘The Economist’ – que, fingindo não saber aquilo que acontece no mundo e alimentar o discurso das bolhas, diz: “Presidente brasileiro perde influência no exterior e é impopular em casa” e, insinuando que o Brasil precisa abraçar o liberalismo em voga nalguns países, acrescenta: “Luiz Inácio Lula da Silva colocou o Brasil no mapa, mas não se adaptou a um mundo em transformação”.
É hora de o Povo brasileiro renovar o apoio ao presidente Lula, dando-lhe a força necessária para enfrentar os ataques daqueles que não suportam a redução dos desníveis sociais e econômicos entre as pessoas.
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