Pouco se lixando para as eventuais consequências das palavras que profere, o presidente do Estados Unidos Donald Trump tem contribuído para desmobilizar algumas máximas do Liberalismo, entre as quais aquela que entrona o chamado ‘Estado mínimo’ como meta desejável para a desregulamentação e desestatização da economia.
Com efeito, no curso da sua confusão com o oligarca Elon Musk, nesta 3ª feira, 01 de julho de 2025, horas depois das críticas e promessa feitas por Elon Musk de trabalhar para derrotar parlamentares partidários de os cortes propostos pelo governo norte-americano, Donald Trump reagiu e, com o nítido objetivo prejudicar o desafeto, determinou que o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) avalie os subsídios recebidos pelas suas empresas [de Elon Musk] “com o objetivo de cortar gastos”.
Esquecido que fala como porta-voz qualificado do capitalismo sobre um dos principais ícones do liberalismo, Donald Trump confessou que “Elon pode ter recebido mais subsídios do que qualquer ser humano na história”, acrescentando que “sem subsídios, Elon provavelmente teria que fechar as portas e voltar para casa, na África do Sul”.
A treta deu margem a que o mundo soubesse mais sobre o tipo de ‘Estado mínimo’ praticado pelos bilionários capitalistas.
Para Elon Musk, por exemplo, enquanto manteve a simpatia de Donald Trump, o ‘Estado mínimo’ significava a realização de negócios extremamente lucrativos a partir do lançamentos de foguetes e satélites, compra de carros elétricos, com o despejos de bilhões e bilhões de dólares nas suas contas bancárias.
Para esta atitude perdulária funcionar, no entanto, é necessário que o Estado deixe de atender as carências dos mais pobres.
Este é o significado do ‘Estado mínimo’. Só não entende quem não quer.
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