Embora festejado como um modelo econômico de sucesso, o Capitalismo não consegue superar a pobreza e a miséria dele decorrentes [decorrentes do Capitalismo].
Pelo contrário.
Os países que adotam o sistema baseado na propriedade privada dos meios de produção e na busca insana pelo lucro enfrentam um regime de progressiva concentração de riquezas, ampliando os desníveis sociais e econômicos e, neste embalo, contrastam uma pequena nata de super-ricos com uma crescente massa de pobres e miseráveis.
Me parece que esta situação decorre mais em consequência do preconceito nutrido pelos ricos em relação aos pobres do que mesmo por outras razões.
Fico imaginando o que aconteceria se, mesmo impulsionadas pelo Capitalismo e ávidas por acumular riquezas, as elites econômicas não fossem marcadas pelo preconceito e descobrissem os negócios promissores que podem advir da solução dos problemas sociais ou do combate à miséria.
Será que, se enxergassem a possibilidade de ganhar muito dinheiro através da construção de moradias para quem não têm casa ou [ganhar muito dinheiro] através da produção de roupas para quem não têm o que vestir e coisas assim, as elites manteriam apatia diante do sofrimento das pessoas?
No dia que, ao ver uma família ao relento ou uma pessoa maltrapilha, o capitalista enxergar a possibilidade de ganhar dinheiro, o enfrentamento à pobreza e à miséria ganhará um novo significado.
Neste aspecto, talvez o maior problema não seja o Capitalismo e, sim o preconceito das pessoas que o tem como regra de vida e não conseguem enxergar a possibilidade de ganhar dinheiro com o enfrentamento da pobreza e da miséria gerados por ele próprio [pelo próprio Capitalismo].
Naturalmente, a transformação do combate à pobreza e à miséria em negócio não solucionaria o problema e, é preciso destacar, funcionaria apenas como medida paliativa, pois, afinal de contas, mantido o regime Capitalista, o livre mercado sempre se encarregará de criar novos pobres e miseráveis.
De qualquer forma, enquanto um regime socialista não puder ser instalado, parte das mazelas decorrentes da generalização da propriedade privada e da liberdade econômica inerentes ao Capitalismo pode ser vencida pela superação do preconceito e pelo tratamento comercial do enfrentamento à pobreza e à miséria. Infelizmente, o preconceito inerente aos egoistas é tão grande que os impede de ver os negócios que podem decorrer da redução do sofrimento dos outros.
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