Criminoso contumaz, Jair Bolsonaro tem uma expressiva história de confrontos com a Justiça, em jornada de intensidade crescente que já ultrapassa quinhentos processos – uma trajetória que, naturalmente, lhe trouxe (e trás) muitas experiências emocionantes.
Das visitas dos oficiais de justiça e julgamentos remotos vieram as primeiras condenações – inicialmente, à multas, retratações, termos de ajuste de conduta e perda da elegibilidade.
Atingido o patamar no qual se encontram o criminosos comuns, ainda à espera de muitos outros julgamentos, Bolsonaro recebeu a primeira condenação à prisão e, aí, rapidamente adquiriu a experiência só acumulada pelos meliantes sêniores.
Primeiro a tornozeleira eletrônica, depois a prisão domiciliar, logo convertida em prisão preventiva e, ontem, cumprido o processo legal referente à trama golpista, Jair Bolsonaro passou a cumprir a pena de 27 anos e três meses de prisão em regime definitivo.
Com efeito, tendo declarado o chamado trânsito em julgado na ação de tentativa de golpe de Estado, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o recolhimento à prisão de todos os condenados por participação no Núcleo Crucial (núcleo 1) da trama golpista, incluindo o chefão Jair Bolsonaro, que passará os próximos anos em xilindrós, começando por aposentos adaptados da Superintendência da Polícia Federal (STF), em Brasília – a exceção do ex-ministro da Defesa e da Casa Civil general Walter Braga Netto que ficará na Vila Militar da 1ª Divisão do Exército, no Rio de Janeiro, os outros condenados ficarão em Brasília (o almirante Almir Garnier cumprirá a pena na Estação Rádio da Marinha; o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres ocupará cela no 19º Batalhão da Polícia Militar no Complexo da Papuda; os generais Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira cumprirão pena no QG do Comando Militar do Planalto e o TC Mauro Cid cumprirá prisão domiciliar em sua residência).
O deputado federal e ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) Alexandre Ramagem fugiu e está foragido nos Estados Unidos, estando com o nome inserido no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões.
Vale dizer que, ao contrário da comoção popular esperada pelos líderes do bolsonarismo, a prisão do velho Jair não despertou qualquer solidariedade dos brasileiros, os quais, animados com a nova fase vivida pelo Brasil, estão mais preocupados em desfrutar a tranquilidade do ‘mundo sem Bolsonaro’ e em trabalhar e recuperar o tempo perdido nos governos advindos do golpe de 2016.
Como dizem os mais experientes: Bandido bom, é bandido julgado, condenado e preso. Que Bolsonaro permaneça preso por muito tempo.
Viva a Democracia!!
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