Se fossem meros ladrões-de-galinhas, dir-se-ia tratar de uma briga de gangue. Como, no entanto, são banqueiros, alguns podem dizer estar havendo uma ‘rude divergência entre cavalheiros’ ou algo assim.
O fato concreto é que, diante dos R$ 41 bilhões a serem sacados do Fundo Garantidor de Crédito (e só por isso) para cobrir parte do rombo criado pelo trambique aplicado por Daniel Vorcaro nos clientes do extinto Banco Master, os banqueiros aproveitaram confraternização anual da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) para manifestar irritação e também para comentar a prevaricação cometida pelo ex-presidente da Banco Central Roberto Campos Neto para proteger a turma de Jair Bolsonaro, tanto políticos como empresários, especialmente Ciro Nogueira, Tarcísio de Freitas, Arthur Lira, Ibaneis Rocha, Victor Linhares, Augusto Lima, Flávia Arruda, Ibaneis Rocha, Antônio Rueda, José Roberto Arruda e Claudio Castro.
Aliás, vale destacar que, passados segundos do prazo da quarentena exigida em lei, assim que deixou a presidência do Banco Central, Roberto Campos Neto assumiu a vice-presidência do conselho de administração e chefe global de Políticas Públicas do Nubank, se encarregando pessoalmente do lobby das fintechs protegidas pelo ex-ministro Paulo Guedes.
Na realidade, a nata da FariaLima enfrenta ondas de urticária e pisca o furico continuamente por conta da operação Compliance Zero – operação do Banco Central em torno da rede de relacionamentos de Daniel Vorcaro – que, inevitavelmente, vai levar, não só à cúpula do Bolsonarismo, mas, também, ao alto clero da Febraban, descobrindo seus vínculos com as facções criminosas que usam o mercado financeiro para lavar dinheiro obtido de atividades ilícitas, como o tráfico internacional de drogas e de armas.
Mesmo muito bem educados, procurando desviar a atenção da real causa da sua preocupação, os banqueiros se dizem ‘injuriados’ com o comportamento do colega Daniel Vorcaro e seus parceiros no Banco Central, no Banco de Brasília (BRB), no Fundo Bravo de investimentos, na REAG Investimentos e nos governos do Rio de Janeiro e do Distrito Federal.
Os observadores mais experientes sabem que nos times que jogam estes jogos, com raríssimas exceções, só tem bandido.
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