O comportamento dos deputados bolsonaristas e do Centrão não deixa dúvida de que está em curso um projeto para a criação de uma bancada cujo objetivo é completar e ampliar o espectro já alcançado pelo aparato BBBB (bancadas do Boi, da Bala, da Bíblia e das Bets).
De fato, como está mais claro a cada dia, a extrema-direita marcha a passos largos para formar uma Bancada da Bandidagem – um agrupamento parlamentar que, sem prejuízo da múltipla militância (os parlamentares são livres para integrar mais de uma bancada), pretende abrigar criminosos, contraventores e foras-da-lei, condenados ou não, cuja característica comum seja o comportamento incompatível com a lei e o fato de serem alvo da atenção da polícia e da Justiça, com especial apreço por parlamentares condenados, enroscados ou acusados de atividades ilegais como corrupção, prevaricação, sonegação, conluio, formação de quadrilha, golpismo e todo o rol citado nos códigos penal, civil, tributário, etc.
Embora tenha sofridos rudes golpes – recentemente o Senado determinou o arquivamento da PEC da Impunidade já aprovada pelos deputados e, por estes dias, o senador Alessandro Vieira desmontou o PL PróFacção criado pelo deputado Guilherme Derrite pela deturpação do PL AntiFacção proposto pelo governo Lula -, o conluio entre os deputados bolsonaristas e do Centrão não desiste da ideia.
A percepção deste propósito facilita a compreensão do significado da leniência como são tratados casos com os dos deputados Carla Zambelli, Alexandre Remalho e Eduardo Bolsonaro, os quais, diga-se de passagem, são nomes de destaque na bancada em formação.
A consolidação da Bancada da Bandidagem aplicará um golpe mortal na Democracia – que, neste caso, teria o conceito corrompido e deixaria de representar o ‘Governo do Povo ‘e passaria a ser o ‘Governo dos Bandidos’, perdendo a razão de ser.
Não é sem razão, portanto, que a sociedade pensante está tão preocupada com os descaminhos desta legislatura e pretende aproveitar as eleições parlamentares do próximo ano para depurar a política brasileira.
Não vai ser fácil, pois os pobres-de-direita adoram votar nos bandidos que os exploram.
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