De tão insensibilizada pela própria arrogância, a Casa Branca é incapaz de perceber modos diversos da truculência para lidar com as outras nações. Mais ainda. Não percebe que, em efeito antípoda àquele desejado, seu jeito troglodita de ser afasta aqueles que quer submeter pela força, pela intimidação, pela ameaça.
Aliás, depois que resolveu reanimar a Doutrina Monroe e ressuscitar o BigSteak para cuidar do Caribe e América do Sul como ‘quintal’ dos Estados Unidos, o governo de Donald Trump já comprou grandes brigas com o México, Panamá, Colômbia, Brasil e Venezuela.
Em todos os casos se deu mal, sendo por vezes forçado a recuar ou a reconfigurar o posicionamento inicial.
Com o tarifaço contra o Brasil, por exemplo, ao invés da submissão de Brasília, os Estados Unidos viram o País compensar perdas comerciais através da diversificação de parceiros internacionais, deixando claro a crescente redução da sua importância comercial relativa.
No caso da Venezuela foi pior. Em resposta às suas ameaças militares, Washington viu, não só o crescimento do apoio popular à liderança do presidente Nicolas Maduro, mas, também, o despertar da solidariedade regional contra seus propósitos intervencionistas e, ainda, a solidificação de acordos militares e comerciais com a China, Irã, Coreia do Norte e Rússia. Não ocorreram sem razão os episódios ocorridos ontem, em Moscou – quando, por unanimidade, a Duma aprovou o acordo de Parceria Estratégica da Rússia com a República Bolivariana da Venezuela – e, em Pequim – quando a PDVESA e a China Concord Resources Corp. celebraram acordo para exploração de petróleo no Lago de Maracaibo por 20 anos.
Talvez seja hora de o Tio Sam repensar seu modo de agir, pois, se continuar assim, vai terminar engolido pela nova Ordem Mundial.
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