Ao que a guerra vem mostrando, Donald Trump e Benjamin Netanyahu entendem nada de história, pouco de estratégia militar e muito menos de psicologia humana.
Por isso, esperando uma rendição rápida, começaram uma guerra contra os persas – uma guerra que não pode ser vencida.
[Donald Trump e Benjamin Netanyahu] Não contavam com a índole guerreira, [não contavam] com o recorte geográfico do país (que permite, por exemplo, o fechamento do estreito por onde passa cerca de. 20% do petróleo consumido no mundo), [não contavam] com a competência inexperiente dos jovens líderes que sucederam a geração assassinada nos primeiros ataques e, finalmente, não contavam com o amor fervoroso dedicado pela população iraniana ao aiatolá Ali Khamenei (um descendente direto do profeta Maomé).
E, assim, depois de rejeitar qualquer possibilidade de trégua, o Irã, independentemente de quem sejam os comandantes das suas forças militares, vem realizando ataques progressivamente mais ousados e mortais contra Israel e os Estados Unidos e seus aliados.
Ontem foi um dia especialmente marcante nesta peleja. De fato, depois de alvejarem embaixadas, bases militares, aviões e navios (inclusive o dito invencível porta-aviões US Gerald Ford) estadunidenses, significativos alvos em Israel e de países aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio (inclusive a maior refinaria mundial de gás natural), as forças do Irã foram muito mais longe.
Demonstrando a ineficácia dos dispositivos de defesa ‘ocidentais’ contra a nova geração de mísseis balísticos do seu exército, o Irã atacou e destruiu infraestruturas militares, depósitos de combustível e o local de estacionamento dos aviões-tanque dos caças israelenses no aeroporto Ben Gurión (o principal do país), em Tel Aviv. Na sequência, atacou Dimona, cidade que abriga a principal instalação nuclear de Israel, [atacou] a Cidade Velha de Jerusalém e arredores (fragmentos caíram próximo a Mesquita Al-Aqsa e a Igreja do Santo Sepulcro).
Nesta nova arrancada, o Irã usou um míssel balístico Khorramshahr-4 para atingir a base militar conjunta dos Estados Unidos e do Reino Unido que fica em Diego Garcia, no Oceano Índico, localizada a 4.000 quilômetros de seu território (com este ataque, o Irã demonstrou ter capacidade para atingir as principais cidades da Europa).
Está chegando a hora de os Estados Unidos reconhecerem a superioridade militar do Irã nesta guerra e atender as suas exigências para celebrar a Paz.
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