Domingo, dia 12 de julho de 2026
Há poucos dias, despertando ondas de horror na Casa Branca, após mensagem do aiatolá Mojtaba Khamenei, por ocasião do funeral do antigo líder e seu pai Ali Khamenei (brutalmente assassinado em 28 de fevereiro de 2026 em ataque dos Estados Unidos) – na qual, com a advertência de que, em decisão cujo cumprimento não dependia da sua existência pessoal “nem da de outros autoridades, pois estejamos presentes ou não, isso será cumprido”, o Irã “vingará o sangue de todos os mártires” e, ainda, que “os criminosos levarão para o túmulo o desejo de uma morte tranquila em suas camas” -, o governo do Irã ofereceu a tentadora recompensa de US$ 300 milhões a quem matar Donald Trump.
Apesar da brutalidade da medida, o desejo de eliminar o líder das forças inimigas não constitui algo inédito.
Os próprios Estados Unidos são useiros e vezeiros na prática do regicídio.
Para quem não lembra, a história recente aponta vários exemplos do desrespeito da Casa Branca pela vida dos inimigos políticos.
Além dos inúmeros atentados contra a vida de Fidel Castro, Hugo Chavez, Nicolás Maduro e Saddam Hussein (ainda no primeiro ataque da Operação Liberdade do Iraque), o qual anos mais tarde foi assassinado por ordem da Casa Branca).
Vale lembrar os assassinatos de Salvador Allende, Muammar Gaddafi e do próprio Ali Khamenei, ex-líder supremo do Irã, em 28 de fevereiro de 2026, na operação que deu início a atual guerra dos Estados Unidos contra o Irã.
O regicídio não é coisa tão estanha, como bem sabem jogadores de Xadrez – cujo objetivo é o xeque-mate no rei do adversário. A única coisa estranha no regicídio proposto pelo Irã é ser dirigida ao presidente dos Estados Unidos, o qual, sem afetar a consciência da maioria das pessoas, costuma ser o regicida.
Tendo em vista a tentação representada por US$ 300 milhões, Donald Trump está com medo da própria sombra.
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