2ª feira, 13 de julho de 2026
Em 28 de maio de 2026, a Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que determina o fim da jornada 6 x 1 no Brasil, dando aos trabalhadores assalariados o direito de gozar dois dias de descanso a cada sete dias trabalhados. A PEC seguiu, então, para o Senado – onde precisa ser aprovada em dois turnos, antes de ser promulgada e entrar em vigor.
Diante da demora da matéria ser colocada em discussão, muitos se perguntaram POR QUE?
Ora, a matéria (que, caso aprovada, retirará o Brasil do degrau tão baixo onde se encontra no mundo do trabalho) não anda porque, simplesmente, o presidente do Senado não quer.
E é assim é? É, sim.
Entre as aberrações da Democracia brasileira está a prerrogativa que concede aos presidentes das casas legislativas o poder de estabelecer a pauta dos seus trabalhos (trabalhos da casa legislativa), uma condição que lhes dá a possibilidade de acelerar, retardar, brecar ou suspender a tramitação de projetos ao seu Bel prazer.
Assim, como está chateado com o presidente Lula, usando legalmente todas as prerrogativas inerentes ao cargo de ‘presidente de Senado’, o senador Davi Alcolumbre está acelerando as matérias que prejudicam o governo (as chamadas pautas-bomba) e, em contrapartida, retardando aquelas que atende aos interesses do povo (entre as quais está a PEC do fim da jornada 6×1).
Com discutido exaustivamente pelos seguimentos pensantes da sociedade, a Democracia praticada no Brasil é imperfeita (assim como o é em todas as partes do mundo) e requer muitos aperfeiçoamentos, entre os quais a reconfiguração das prerrogativas dos presidentes dos Poderes da República – os quais, evidentemente, não podem condicionar o funcionamento do Poder que preside às suas vontades e desejos.
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