5ª feira, 03 de setembro de 2026
Durante muitos anos, decidida a impedir qualquer avanço social e usando, preferencialmente, a mídia controlada pelas famílias Marinho, Frias e Mesquita, as elites fustigaram Lula de forma direta.
Naqueles tempos, segundo espalhava a mídia elitista, Lula era desonesto, despreparado, incompetente e tudo o mais que o tornasse incompatível como o exercício do poder máximo no Brasil.
Acontece que Lula chegou à presidência do país e, desmoralizando as acusações, já em sua primeira temporada no Palácio do Planalto, revelou-se competente e preparado para o cargo, sendo responsável pelos maiores avanços econômicos e sociais já conquistados pelo Brasil, situação que falicitou a eleição da sua sucessora.
Na sequência, redirecionando o alvo dos seus ataques, as elites torpedearam a presidente Dilma Rousseff em carga que levou ao golpe de 2016 e ao seu retorno [retorno das elites] ao poder através do usurpador Michel Temer.
Para impedir a volta de Lula à presidência nas eleições subsequentes, sempre usando a grande mídia como aríete, as elites voltaram à carga com acusações de desonestidade, num processo (este sim) desonesto que, com a cumplicidade do juíz-ladrão Sérgio Moro, renovou o golpe de 2016 pela sua prisão e inelegibilidade [prisão e inelegibilidade de Lula] para o pleito de 2018.
Condenado injustamente, Lula amargou o cárcere por 580 dias nas masmorras da Polícia Federal em Curitiba, de onde, após provar inocência, saiu em novembro de 2019.
Dali em diante, desmoralizada pelas decisões da Justiça brasileira, não havia mais como as elites acusar Lula de desonestidade.
Foi aí que, como forma de manter seu nome [nome do presidente Lula] associado ao tema ‘corrupção’, as elites colocaram seu filho Fábio Luiz na alça de mira.
Prontamente referido como ‘Lulinha’ ou ‘o filho do presidente’, Fábio Luiz teve a vida virada, revirada, investigada, re-investigada por diversas vezes sem que qualquer irregularidade fosse encontrada. Lula voltou ao poder, mas, desde então, sempre que julga conveniente, a mídia corporativa volta a levantar o tema ‘Lulinha’.
Nos dias correntes, cumprindo a parte que lhe cabe na urdidura, o ministro bolsonarista André Mendonça abriu duas investigações contra Fábio.
Nenhuma irregularidade foi encontrada, mas, sem outra forma de atingir o presidente Lula e associa-lo ao tema ‘desonestidade’, mesmo perdendo consistência a cada dia, as elites mantiveram Fábio Luiz nas manchetes, requentando velhas noticias e acusações.
Agora, para alegria das elites e, mais uma vez, graças ao concurso do ministro bolsonarista André Mendonça, esquecidas momentaneamente de Fábio Luiz, as baterias da grande mídia se voltaram contra o ministro Alexandre de Moraes – grande guerreiro da Democracia Brasileira, cujo erro foi atender ligações do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Vale dizer que, na atual quadra da história do Brasil, atacar Alexandre de Moraes significa atacar um adversário do golpismo e, portanto, [significa] atacar um adversário do bolsonarismo e, neste embalo, atacar Lula.
Assim, atacar Alexandre de Moraes é uma forma de atacar o próprio Lula.
Da mesma forma que aconteceu com Lula e, depois, com Fábio Luiz, não foram apontadas quaisquer ilegalidades nos procedimentos do ministro Alexandre de Moraes.
Isto, no entanto, pouco importa para as elites, pois aquilo que elas desejam mesmo é atacar Lula.
O interessante é que, horas depois de acusar Alexandre de Moraes de ter falado ao telefone com o tal Daniel Vorcaro, veio à tona que, naquele mesmo período, o próprio André Mendonça teve um encontro presencial com o banqueiro desonrado, de quem ganhou como mimo um terno de R$ 20.000.
Vamos ver até onde vai este novo lance das elites.
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