Por índole genética ou formação política defeituosa, além do egoísmo intrínseco, os largos contingentes conservadores e reacionários abrigados na banda direita do espectro político são marcados pela covardia, submissão, complexos de vira-latas e de tapete e outras características próprias do ente político genericamente referido como ‘capachildo’.
O capachildo anda por aí, percolando todas as classes econômicas e sociais, fazendo mal à sociedade e à Democracia, seja pela ação submissa ou pela omissão covarde.
Normalmente, enquanto ‘capachildo’, eles são discretos, mas não perdem oportunidade para exercitar a covardia e a submissão.
Em muitos momentos da história recente de Pais, os capachildos não conseguiram conter os impulsos e protagonizaram cenas ridículas – nos primeiros dias após o 11 de setembro de 2001, com o queixo erguido em sinal de orgulho, capachildos passaram a circular exibindo a bandeira estadunidense nos seus automóveis; em maio de 2019, num jantar oferecido pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, em Dallas, o então presidente Jair Bolsonaro não pensou duas vezes e, como antessala do preito de vassalagem, prestou pomposa continência à bandeira dos Estados Unidos e truncou o bordão do seu governo com um ‘Brasil e Estados Unidos acima de tudo’ (o bordão original dizia ‘Deus acima de todos’); em 2019, num rompante de capachismo extremo, como se não tivesse outra coisa para dizer ao presidente Donald Trump, Jair Bolsonaro o mirou nos olhos e declarou o famoso ‘Trump, I love you’; em setembro de 2025, na concentração organizada pela extrema-direita na Avenida Paulista, em gesto de apoio ao Tarifaço decretado meses antes contra o Brasil por Donald Trump, a turba capachilda exibiu uma gigantesca bandeira estadunidense.
São muitos os episódios de capachismo: uso de dísticos com as cores da bandeira estadunidense, uso do boné do movimento MAGA (Make America Great Again), a apresentação de voto louvor a Donald Trump no dia do Tarifaço ao Brasil pela bancada do Partido Liberal (PL), etc.
Imagine que, ontem, ao tempo que o mundo se erguia para condenar a invasão do território da Venezuela pelos Estados Unidos, os capachildos brasileiros comemoraram a rapina do petróleo do Orenoco.
Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, por exemplo, faz coro à outros capachildos, distribuindo nota comemorando a brutal invasão da Venezuela e sequestro do presidente Nicolás Maduro.
Os capachildos são assim e, por serem assim, fazem muito mal à Nação, pois, no afã de submeter-se aos interesses dos poderosos estrangeiros, comprometem o sucesso de esforços em busca do crescimento econômico, do fortalecimento da soberania nacional e da promoção do bem-estar social.
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