Refletindo a forma de pensar dos arrogantes, a lógica que move o governo dos Estados Unidos parece brotar da cabeça de um jerico antolhado.
Imagine que, na madrugada do sábado, 28 de fevereiro de 2026, desrespeitando a lei que o obriga a consultar o Capitólio, desdenhando completamente a disposição manifestada pelo governo do Irã de voltar a negociar algum tipo de acordo nuclear, contando com a cumplicidade do açougueiro Benjamin Netanyahu e agindo com um criminoso em série, o presidente estadunidense Donald Trump ordenou um ataque assassino que não poupou sequer uma escolinha infantil feminina, na cidade de Minab, no sul do país (onde matou 148 crianças).
Na onda inaugural dos ataques, além das menininhas de Minab, os Estados Unidos assinaram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Abdolrahim Mousavi, o ministro da Defesa Aziz Nasirzadeh e outras autoridades iranianas. Por todas as razões do mundo, já sob nova direção, o Irá contra-atacou despachando uma onda de mísseis e drones que atingiram cidades e bases militares dos EUA nos países aliados aos Estados Unidos (Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque), bases israelenses e navios da poderosa US Navy, incluindo o porta-aviões USS Abraham Lincoln. Nos ataques-revide promovidos pelo Irã, morreram três soldados estadunidenses.
Pois bem.
Esquecido de que ele próprio fora a causa dos ataques-revide, numa crise de ira (a la Nero), afirmando que a reação do Irã era a maior prova do perigo por ele representado, Donald Trump disse que vai ‘vingar a morte dos seus compatriotas com um ataque nunca visto no mundo’.
O homem é completamente doido.
Se Trump não for contido rapidamente, poderá levar a Humanidade a uma nova Guerra Mundial.
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