Não é fácil conviver com o Tio Sam.
Há quatro anos, ainda no governo de Joe Biden, por pressão da Casa Branca (que acabara de forçar o início da guerra no Leste Europeu), a Rússia foi banida dos Jogos Olímpicos e da Copa do Mundo. Em junho deste ano, já sob o governo de Donald Trump, os Estados Unidos negaram visto ao time de voleibol de Cuba, vetando sua participação no Final Four da Confederação da América do Norte, Central e Caribe de Voleibol (Norceca) realizado em Porto Rico. Dias mais tarde, sob a alegação de que o atleta viajara a Havana em 2023, os Estados Unidos negaram visto ao mesa-tenista brasileiro Hugo Calderano, impedindo-o de participar do WTT Grand Smash, em Las Vegas.
Um absurdo atrás do outro, numa escalada que acompanha o recrudescimento do nível de insanidade do governo de Donald Trump – marcado pela perseguição aos imigrantes, pelas hostilidade aos estrangeiros, pelo desrespeito aos acordos internacionais, pelo rigor na concessão de vistos, pelos tarifaços, enfim pelas demonstrações públicas de arrogância supremacista.
Pois é neste quadro geral que se organiza a Copa do Mundo de 2026, tendo os Estados Unidos como um dos países-sede (os outros são México e Canadá). E todos se perguntam: “Será que, neste momento, os Estados Unidos têm amadurecimento cultural para acolher uma festa universal da envergadura da Copa do Mundo?”
A depender do humor de Donald Trump, muita coisa pode acontecer. E se Trump mandar o serviço de imigração negar visto aos times e turistas oriundos dos BRICS? E se Trump mandar prender turistas sob a alegação de imigração ilegal? E se Trump mandar ampliar as exigências e os preços cobrados para a concessão do vistos? E se Trump… ? Muita coisa insana é possível.
Ainda há tempo.
Os organizadores da Copa do Mundo precisam saber que os Estados Unidos são governados por alguém instável e pleno de caprichos destrutivos.
Talvez seja hora de reconfigurar a realização da Copa do Mundo de 2026 e concentrar todos os jogos nos outros países-sede, deixando os Estados Unidos fora desta jornada.
Nos dias correntes, os Estados Unidos não têm condições políticas de sediar eventos cujo pano-de-fundo sejam a Paz, a Concórdia e a Harmonia entre os Povos.
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