A 2ª feira, 04 de agosto de 2025, entrou para a história do País como o dia no qual um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) provou ao governo dos Estados Unidos que suas decisões não são condicionadas por pressões externas, pouco importando o poder dos ameaçadores e chantagistas.
Com efeito, em claro aviso àqueles que se sentem protegidos pelo bafo arrogante de Donald Trump, apontando a participação remota de Jair Bolsonaro nas manifestações ocorridas na véspera em Copacabana e na Avenida Paulista como descumprimento das medidas cautelares a ele impostas [impostas a Bolsonaro], o ministro Alexandre de Moraes decretou a sua prisão domiciliar.
Agora – pelo menos até a conclusão do processo em curso e que, segundo juristas experimentados, deve fazer a ‘prisão domiciliar’ evoluir para o regime fechado -, Jair Bolsonaro ficará confinado no conforto de algum dos 51 imóveis que comprou a dinheiro vivo, monitorado pelo uso de tornozeleira eletrônica, proibido de visitas (exceto de familiares e dos advogados) e longe de telefones celulares (todos foram recolhidos pela Polícia Federal).
A prisão de Bolsonaro causou reações imediatas. Como ainda espera o recolhimento do quadrúpede ao regime fechado, o Carnaval de rua programado pelo Povo brasileiro para todo o país permanece em stand by.
De sua parte, surpresa pela ineficácia da Lei Magnitsky como instrumento de coerção sobre o STF, Donald Trump teve uma crise de urticária e está bufando até agora, pensando nas novas ameaças que fará ao Brasil.
Como esperado, a prisão domiciliar determinada por Alexandre de Moraes provocou a revolta dos parlamentares vinculados à Direita, especialmente do campo bolsonarista, que classificaram-na como ‘uma medida extrema’.
No âmbito do STF, nada foi alterado e, junto com os outros processos, seguem os trabalhos daquele que investiga Bolsonaro por tentar obstruir a Justiça e desestabilizar as instituições democráticas.
De qualquer forma, a julgar pela reação do mercado de câmbio e da Bolsa de Valores – o dólar à vista fechou em baixa e o Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa, subiu 0,4% -, mesmo sem sorrir abertamente, a turma da FariaLima gostou da prisão do quadrúpede.
Se Trump não fosse tão ranzinza, além de admitir que Bolsonaro é um mala sem alça, concluiria que manter boas relações com o Brasil faz bem para todo mundo.
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