Injuriados com a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, cumprindo uma orientação de Steve Bannon (que precisa de fatos e fotos para alimentar o discurso da Casa Branca), os parlamentares bolsonaristas decidiram empreender uma jornada espetacular e, ainda ontem, com armas e bagagens, ocuparam a mesa dirigente dos trabalhos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
Foi uma festa.
Em meio a grande algazarra, deputados e senadores fincaram a bandeira do Bolsonarismo nas mesas dirigentes e juram que só vão desocupá-las ccm a anistia dos golpistas do Oito de Janeiro, com a libertação de Jair Bolsonaro e com o impeachment de Alexandre de Moraes da cadeira que ocupa no Supremo Tribunal Federal (STF).
Extremamente barulhenta, a mobilização do exército de Jair Bolsonaro chega a ser ridícula, pois, além de representar causa vazia e sem qualquer significado social e buscar objetivos igualmente desprovidos de méritos edificantes, ela [a mobilização] envolve parlamentares com baixíssima produção nas casas às quais pertencem.
De qualquer forma, esperançoso com a eficácia do seu exército, o pastor Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara dos Deputados, jura que a ocupação das mesas diretoras dos plenários da Câmara e do Senado continuará até a ‘vitória final’.
Ainda pensou gritar ‘Ou ficar a Pátria livre ou morrer pelo Brasil’, mas, pensando melhor, lembrou da faixa do MADA guardada pela exibição oportuna e preferiu ficar calado, tascando um esparadrapo na boca (como vira num documentário do movimento estudantil), em gesto prontamente copiado pelos parceiros.
Vamos ver até onde vai a rebelião dos bolsonaristas…
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