Um ‘mundo sem fronteiras’ é o sonho de muita gente.
Este sonho, no entanto, nem sempre obedece a mesma lógica e, na prática, caso fosse realizado, produziria efeitos completamente diversos daqueles pensados por alguns.
Com efeito, o tal ‘mundo sem fronteiras’ não é igual para todos e muitos o imaginam de forma tão peculiar que nada tem a ver com o ‘mundo sem fronteiras’ pensado por outros.
Os liberais, por exemplo, defendem um mundo sem fronteiras econômicas, no qual, nos termos propostos pela globalização defendida pelo neoliberalismo, as empresas possam atuar por toda a parte e os capitais possam circular sem restrições.
Governantes de pensamento imperial (como Donald Trump, Adolf Hitler e os Césares) sonham com um mundo sem fronteiras no qual todos os países lhes sejam submissos e possam mandar em todos eles.
De sua parte, considerando a natureza comum a todas as criaturas, minimizando as diferenças culturais e buscando a construção de uma espécie de Paraíso na Terra, os humanistas mais extremados pensam um mundo sem fronteiras no qual todos possam desfrutar os bens da Terra e dos avanços científicos e tecnológicos sem as limitações impostas por fronteiras e por direitos de propriedade e [todos possam] circular sem barreiras alfandegárias e outros tipos de limitação.
São muitos os modelos de ‘mundo sem fronteiras’ e aqueles que mais avançam seguem o modelo dos ‘Blocos Econômicos’, em experiências que, de alguma forma, praticam soslaios de dinâmicas esperadas dos eventuais ‘Blocos Sociais’.
Embora o Planeta seja relativamente velho, a Humanidade é muito jovem e ainda atravessa estágios rudimentares de desenvolvimento.
Vai chegar o dia no qual os sonhos de mundo sem fronteiras’ serão uniformes, abrindo caminho para a superação de males transfronteiriços, como fome, miséria, guerra e tantos outros que, ao invés do Paraíso desejado, instalam o Inferno na Terra.
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