Consciente de liderar as mais poderosas estruturas econômicas e militares do mundo, o presidente Donald Trump resolveu fazer tudo aquilo possível às forças dos Estados Unidos.
Logo no comecinho do mandato, sem qualquer aviso ou negociação prévia, decidiu elevar as taxas de importação e, pimba, através de um tarifaço, decretou uma guerra comercial que desorganizou antigas cadeias produtivas e comerciais penosamente configuradas e ajustadas ao longo dos tempos.
Depois, após brincar algum tempo com alarmes e ameaças aos quatro cantos do Planeta, Donald Trump decidiu fazer intervenções físicas e – diga-se de passagem, de forma compatível com a ‘liberdade’ desejada pelos liberais -, ao arrepio das leis, dos acordos, dos tratados e das tradições consagradas no relacionamento entre povos e países, usou as armas dos Estados Unidos para impor a sua vontade imperial.
Com efeito, às primeiras horas do sábado, 03 de janeiro de 2026, sem qualquer motivação plausível, Donald Trump desrespeitou a soberania da Venezuela, bombardeando Caracas, sequestrando o presidente Nicolas Maduro (em ação que matou 80 pessoas) e avisando que, sob o bordão do ‘ou dá, ou desce’, vai dar as cartas no governo do país.
Na sequência, pouco se lixando para a reação mundial, aproveitou o clima gerado com a ação na Venezuela e avisou que, na sua alça de mira, também estão a Groelândia, Cuba e Colômbia.
A ação tresloucada de Donald Trump deixou claro a irrelevância das leis e dos organismos internacionais. Nesta vibe, prevalece o ‘cada um por si’ que interessa aos mais fortes.
Assim, daqui por diante, nos termos do oba-oba estabelecido por Trump, qualquer país poderá fazer qualquer coisa capaz de sustentar pelas armas.
A China poderia invadir Taiwan, a Rússia poderia sequestrar Volodimir Zelenky e impor um novo governo à Ucrânia.
Qualquer um poderia fazer qualquer coisa.
A consequência imediata vai ser uma corrida armamentista generalizada, pois, sem mais ter porque confiar nos organismos internacionais, todos os países precisarão se preparar para o pior.
Se Donald Trump não for contido agora, em breve o mundo estará reduzido a escombros, pois, mais cedo ou mais tarde, os poderosos vão se enfrentar em embates de consequências imprevisíveis.
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