Ontem, na sequência do sequestro ocorrido dois dias antes em Caracas, algemado e acorrentado, o presidente venezuelano Nicolas Maduro foi submetido a audiência no tribunal federal de Nova York, nos Estados Unidos, dando início ao seu ridículo julgamento por leis estadunidenses.
Um absurdo!!!
Nicolás Maduro, o altivo líder da República Boliviana da Venezuela, vítima de calúnias e violências por parte do seu agressor, ouviu do Juiz Alvin K. Hellerstein as levianas acusações de tráfico de drogas, conspiração narcoterrorista, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos e outros ‘crimes’.
Uma baboseira total!
Em sua resposta, Nicolas Maduro declarou-se inocente e, definindo-se ‘Presidente sequestrado da Venezuela’, acrescentou ser ‘prisioneiro de guerra’.
Este arremedo de julgamento entrará para a história do Direito, não só pela farsa que pretende justificar a rapina das maiores reservas mundiais de petróleo e das imensas jazidas de ouro e metais raros da Venezuela, mas, também, por atender a falsas acusações formuladas pelo criminoso condenado que ocupa a Casa Branca e, de forma arrogante e imperial, preside o mais poderoso país do Planeta.
Com efeito, além dos inúmeros processos suspensos por conta da sua posse no mais alto cargo dos Estados Unidos, na forma da lei estadunidense, Donald Trump é criminoso condenado à prisão pelo grave crime de falsificar registros financeiros para ocultar pagamentos feitos à atriz pornô Stormy Daniels e por 34 acusações criminais por fraude contábil (Donald Trump entrou para a história dos Estados Unidos por ser o primeiro presidente a ser julgado e condenado criminalmente).
O interessante é que, bem ao estilo da impunidade seletiva prevalecente na terra do Tio Sam, junto com a condenação, o juiz Juan Merchan, que presidiu o seu julgamento criminal, emitiu uma ‘sentença de liberação incondicional’, liberando Donald Trump da pena sem multa ou prisão.
Vale lembrar que, além destas condenações, Donald Trump responde a outros três processos criminais e cíveis relacionados a gestão empresarial fraudulenta e, ainda, está implicado até o pescoço nos crimes sexuais, inclusive pedofilia e estrupo, cometidos em parceria com o tarado e gigolô de luxo Jeffrey Epstein.
Na realidade, Donald Trump é um criminoso contumaz. Se tivesse feito no Brasil aquilo que fez no Capitólio em 06 de janeiro de 2021, assim como Jair Bolsonaro, [Donald Trump] estaria condenado e preso por tentativa de golpe. Se fosse estrangeiro e agisse no seu país como o faz à frente dos Estados Unidos, seria penalizado com a Lei Magnitsky.
Aliás, debruçados sobre a recente atuação de Donald Trump à frente do governo dos Estados Unidos, juristas especializados em direito internacional imputam a Donald Trump outros crimes, inclusive cumplicidade com o genocídio perpetrado em Gaza, assassinato premeditado e doloso das populações sujeitas aos embargos por ele determinados e, agora, no caso do petróleo venezuelano, extorsão mediante sequestro.
Tudo isso deixa a pergunta sobre como, depois daquilo que disse fez, um bandidão como Donald Trump tem a petulância de acusar o presidente da Venezuela de alguma coisa.
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