Os loucos sanguinários fazem a alegria de muita gente. Ao tempo que quase 2.000 famílias choram as pessoas mortas em decorrência dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, os chacais da indústria armamentista sorriem em função dos grandes negócios advidos da guerra.
Nos últimos dias – quase sem conter as tremedeiras provocadas pelas lembranças da reação iraniana aos alvos estadunidenses presentes no Oriente Médio, incluindo o porta-aviões, bases militares, indústria petrolífera, símbolos ocidentais e tudo que lembre o Tio Sam -, os sultões aceitaram a sugestão da Casa Branca e resolveram reforçar os seus arsenais.
Neste embalo, o governo de Donald Trump aprovou uma encomenda para venda de armas no valor US$ 23 bilhões aos Emirados Árabes, ao Kuwait e à Jordânia – os Emirados Árabes comprarão radares, bombas, mísseis Patriot PAC-3 e helicópteros Chinook, o Kuwait comprará equipamentos de defesa aérea e a Jordânia comprará aeronaves, equipamentos de apoio e munições.
Embora não tenha tranquilizado os árabes, que continuam morrendo de medo dos persas, o grande negócio fez o alegre tilintar dos brindes erguidos pelos chacais da indústria armamentista.
Enquanto isso, sem despertar qualquer atenção da Casa Branca, quase 700 milhões de pessoas continuam a amargar fome mundo a fora.
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