O Banco Master surgiu no governo de Jair Bolsonaro, por obra e graça da tolerância cúmplice de Roberto Campos Neto.
Com efeito, filho legítimo da independência do Banco Central concedida por Jair Bolsonaro para melhor facilitar a movimentação da FariaLima, o banco de Daniel Vorcaro surgiu em agosto de 2021, quando mudou a marca do Tamborete Máxima, uma instituição quase falida por ele adquirida em 2017 (durante o período Temer, em plena vigência do regime instaurado após o golpe de 2016).
De qualquer modo, a farra que permitiu o Banco Master operar a maior fraude financeira acontecida na história do País só foi possível quando, pelas mãos de Paulo Guedes e Roberto Campos Neto, Daniel Vorcaro obteve autorização para trabalhar com crédito consignado e investimentos, abrindo, então, a festa da captação de bilhões através de emissão de Certificados de Depósito Bancário e papéis sem lastro, garantidos apenas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) – um mecanismo privado que funciona como ‘seguro’ para correntistas e investidores no caso de falência e intervenção do Banco Central até o limite de R$ 250 mil por CPF (ou CNPJ) e por conglomerado financeiro.
E, assim, oferecendo percentuais de remuneração bem superior àquele praticado pelos outros bancos e a ‘garantia’ do FGC, Vorcaro começou a trocar papel por dinheiro, ficando cada vez mais rico.
A esbórnia terminou em novembro de 2025, no governo Lula, quando, no embalo da Operação Compliance Zero levada adiante pela Polícia Federal, o Banco Central, já sob a administração de Gabriel Galipolo, comprovou as irregularidades financeiras e decretou sua liquidação extrajudicial.
Vale dizer que, na construção do império baseado na emissão de papéis sem fundo, Daniel Vorcaro contou, em variados níveis de envolvimento, com a parceria e cumplicidade de muita gente importante, com destaque para Tarcísio de Freitas, Ibaneis Rocha, Cláudio de Castro, Ciro Nogueira e muitos outros figurões a começar por Jair Bolsonaro, Paulo Guedes e Roberto Campos Neto.
Pois bem.
Com tudo isso (fatos de domínio público e plenamente conhecidos por todos), tendo decidido barrar o avanço politico, social, econômico e diplomático do Brasil, a mídia capitaneada pelo trio da pirataria – Globo, Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo – parece disposta a criar um ‘mundo paralelo’ e, mesmo sabendo que Lula não participou da criação e foi o responsável pela interrupção das falcatruas do Vorcaro, que jogar o caso Master em seu colo.
Parece piada!
Talvez esta seja a razão do medo deste pessoal da regulamentação da imprensa e de leis de combate às fakenews.
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